A RELIGIÃO DOS AFRICANOS
1. OS POVOS AFRICANOS
Constitui povos africanos os pigmeus (mais antigos) refugiados nas densas florestas da África Congolesa, bosquímanos e hotentotes, ao sul de Angola, uma raça de pele clara aparentada com os berberes do Saara, na África do Norte, hebreus que ali chegaram por volta de 2000 a.C e árabes que se instalaram na região do Sudão e do Lago Tchad.
Assim, compreende-se a presença de elementos muito arcaicos, egípcios, asiáticos na cultura africana bem como um vago culto ao deus solar e o crescente culto dos mortos no aspecto religioso.
2. ELEMENTOS GERAIS DAS RELIGIÕES AFRICANAS
►O Ser Supremo: a noção de um ser supremo nas religiões africanas não é somente o mais elevado dos espíritos da natureza, e não se equipara ao deus da Bíblia, tem mais o sentido de uma potência suprema que um ser pessoal, nem sempre é o criador e as vezes aparece com filhos e esposa.
►As potências espirituais: estão abaixo do Ser Supremo e são mais ou menos espirituais e cuidam das coisas do mundo para o ser supremo.
►O demiurgo: um antepassado mítico (artífice) o fundador do povo, dos costumes, ofícios e ritos.
►Ritos de iniciação: São muito importantes e geralmente exigem provas duríssimas, mesmo sangrentas (mutilações).
►As danças: no seu ritmo e dinamismo dão a máxima expressão a todas as atividades do grupo humano
►Fetichismo: a prática do feitiço pelos povos africanos foi ligada a magia negra pelos portugueses, mas o importante, é a função dos curandeiros, que com artes próprias atendem como podem as necessidades de seus clientes (tratamento de enfermidades, incisões e aplicações de ervas).
►Culto: não possuem estatuas de deuses, tempos ou sacerdotes. Quando são encontrados atribui-se a influência do politeísmo do antigo Egito. Os sacrifícios de pequenos animais têm caráter de participação. O sangue das vítimas é oferecido aos orixás, como veículo da comunicação já que é considerado portador de vida.
►Moral: para o africano moral e religião são a mesma coisa pois tudo depende da atuação dos espíritos. As ações que prejudicam o grupo ou a natureza são punidas rigorosamente pela autoridade tribal e reparadas por ritos religiosos.
3. ELEMENTOS PARTICULARES
►Bosquímanos e Hotentotes: Adoram um espírito pessoal Tsuigoad (joelho ferido)
►Pigmeus: Noção de Ser Supremo como criador do mundo e do homem, pai providente e remunerador
►Bantus: Dá vários nomes ao Ser Supremo (Mulunga) e ainda forte culto dos antepassados e das potências naturais (mãe terra).
►Iorubá: Chamam o Ser Supremo de Olorum – dono do céu.
►Os povos pastores: (África oriental) Influência dos hebreus, cultuam um Deus único – Eng-ai.
►Os povos da África Central: guardam traços animistas e totemistas, são mais ou menos islamisados.
►Povos urbanos de cultura agrária: Tem tendências ao politeísmo com pequenos templos, sacerdotes, divinizando as forças da natureza, os rios e os antepassados.
4. MITOS
Os mitos que tratam da criação do mundo e do homem na tradição religiosa africana são muitos, mas são versões mutiladas ou adulteradas de um mito primordial. O Ser Supremo, favorável ao homem, mas obrigado a castigá-la por sua desobediência.
►O deus ocioso: O criador deixa entregue aos homens e as potências intermediários as coisas do mundo.
►As potências intermediárias: Decidem e são objetos de culto e de preces. São manifestações divinas, não são adorados, nem recebem sacrifício. Sua intervenção contudo é propiciada por manjares, sangue de vítimas, ritos de participação, danças e transes.
5. RELIGIOSODADE AFRICANA
Apesar de não fazer imagens do Ser Supremo, os povos africanos possuem lugares de culto como pequenas cavernas, altares junto aos caminhos, cumes de montanhas. As oferendas pedem saúde, vida, sucesso.
Muitos povos rezam diariamente, mas sentem-se mais à vontade na prece comunitária com danças e contos. Estes são pouco formais pois assumem o lugar da escritura. A tradição africana não tem texto sagrado, é na expressão oral e corporal que se entregam com dinamismo e eficácia.
Os ritos de passagem são levados muito a sério pois garantem boa integração na comunidade dos vivos, benevolência dos antepassados. Muitos são secretos com finalidade diversa: econômica, social, política.
6. ANTROPOLOGIA
A religião africana acredita no homem que pode viver alegrias terrenas apesar das calamidades do mundo. Crêem na vida após a morte, na reencarnação e evolução da existência. Acreditam que a realidade central do homem é um ser espiritual que sobrevive ao corpo e possui várias potências, umas vitais e outras intelectuais.
7. RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS: RELIGIÃO DOS ORIXÁS
Até meados do século XX, os cultos afro-brasileiros eram assim chamados pois funcionavam apenas como ritos do estoque cultural dos diferentes grupos étnicos negros que compunham a população dos antigos escravos e seus descendentes. As religiões “negras” no Brasil foram organizadas recentemente. Formavam-se em diferentes regiões e estados do país e em diferentes momentos de nossa história tendo assim, adotado formas rituais e versões mitológicas diversas, derivadas de várias tradições africanas:
►Candomblé – na Bahia
►Xangô – Pernambuco e Alagoas
►Tambor de mina – Maranhão e Pará
►Batuque – Rio Grande do Sul
►Macumba – depois Umbanda – Rio de Janeiro
Candoblé
Magia e ritual onde não há idéia de salvação da corrupção do pecado, não se nega este mundo em busca do outro, eterno, no além. No Candomblé se busca a interferência concreta do sobrenatural neste mundo presente, através da manipulação de forças sagradas, a invocação das potências divinas e os sacrifícios oferecidas as diferentes divindades, os chamados orixás.
O Candomblé acredita na pluralidade de deuses com diferentes poderes e diferentes funções na vida humana, além de diferentes exigências a seus adeptos. Não é uma religião ética como o cristianismo, sendo desprovida de moralidade, não se interessando em censurar, punir e corrigir os seres humanos por suas faltas e fraquezas. Assim, as regras de comportamento se referem aos rituais. Não existe pecado e distinção de bem ou mal depende da relação entre cada seguidor e seu deus pessoal – o orixá, o senhor de sua “cabeça”, deus a quem pertence sua mente e cujos traços de personalidade e comportamento herda e procura imitar qualidades ou defeitos pois nenhum orixá é inteiramente bom ou mau.
Na África registra-se o culto a 400 orixás, enquanto no Brasil, apenas uns 20 sobreviveram. Cada orixá deve reger e controlar as forças da natureza assim como certos aspectos da vida humana e social. Cada um conta um símbolo, roupas, cores da roupa e das contas, determinados objetos e adereços, batidas de atabaque e canções características, bebidas e alimentos, animais sacrificados. Cada um tem um grito de saudação dirigido somente a ele.
De tradição oral, o Candomblé tem uma série de narrativas míticas que fornece padrões de comportamento que modelam, ajustam, confirmam e legitimam o comportamento dos fiéis.
ORIXÁS
►Exu: guardião das encruzilhadas e da entrada das casas.
►Ogum: deus da guerra, da metalurgia e tecnologia.
►Oxossi: da caça, deus da fauna.
►Ossaim: da vegetação, deus das folhas.
►Oxumaré: do arco-íris
►Obaluaiê: da varíola, da peste, pragas e doenças, da cura.
►Xangô: do trovão, deus da justiça.
►Iansã: do relâmpago, dona dos espíritos, dos mortos.
►Obá: da água, deusa do trabalho doméstico e do poder da mulher.
►Oxum: das águas doces e do ouro, deusa do amor e da fertilidade.
►Logum Edê: dos rios dentro das florestas.
►Iemanjá: das grandes águas, dos mares e oceanos, a grande mãe, deusa da maternidade.
►Nanã: da lama do fundo das águas.
►Oxaguiã: da criação da cultura material da sobrevivência.
►Oxalufã ou Obatalá: da criação da humanidade.
Umbanda, a “religião brasileira”
A Umbanda surgiu na década de 20, no rio de Janeiro e se propagou por todo o Brasil pelas cidades mais desenvolvidas, especialmente região sudeste. Seu início teve um caráter universal e não demorou a assumir-se como religião aberta a todos os brasileiros, mostrou-se multiétnica, com forte presença de brancos. Destaca-se no grupo dos cultos afros por ter menor as “raízes”, as marcas africanas originais. Dispensa nos rituais o uso das línguas africanas e evita os sacrifícios de sangue e os processos iniciáticos demorados e caros.
Pode ser chamada de religião brasileira pois tornou-se conhecida de intelectuais, acadêmicos, e estudiosos em geral, mas também por ser resultado do encontro cultural de diversas crenças e tradições religiosas africanas,católica, hindu-cristão trazido pelo espiritismo kardecista de origem européia.
Os orixás do Candomblé são mais poderosa matriz negra da Umbanda. Nos rituais da Umbanda “baixam espíritos característicos do espiritismo, espíritos de índios brasileiros (os caboclos) espíritos de negros escravos (os pretos velhos) são os chamados guias, inferiores aos orixás, agrupados em linhas segundo a origem étnica, afinidades psicológicas e profissionais, elementos da natureza, os estágios da evolução espiritual em que se encontram, a idade.
Além dos guias, espíritos de luz, a Umbanda reconhece espíritos das trevas, em baixa escala de evolução espiritual – os exus, identificados na Umbanda com os demônios da mitologia cristã. Os femininos são chamados de Pombagiras, pertencem à quimbanda, lado oculto da Umbanda, dedicado a “fazer feitiço” quando solicitado.
A Umbanda detém grande sincretismo religioso mais com o espiritismo kardecista e menos com as origens afros, cada vez mais híbrida e brasileira.
Entre ser uma religião ética, preocupada com a conduta moral e ser uma religião estritamente ritual, voltada para a manipulação mágica do mundo, a Umbanda escolheu o caminho do meio. Isto lhe fez conquistar sua autonomia e está presente em todas as regiões do Brasil.
1. OS POVOS AFRICANOS
Constitui povos africanos os pigmeus (mais antigos) refugiados nas densas florestas da África Congolesa, bosquímanos e hotentotes, ao sul de Angola, uma raça de pele clara aparentada com os berberes do Saara, na África do Norte, hebreus que ali chegaram por volta de 2000 a.C e árabes que se instalaram na região do Sudão e do Lago Tchad.
Assim, compreende-se a presença de elementos muito arcaicos, egípcios, asiáticos na cultura africana bem como um vago culto ao deus solar e o crescente culto dos mortos no aspecto religioso.
2. ELEMENTOS GERAIS DAS RELIGIÕES AFRICANAS
►O Ser Supremo: a noção de um ser supremo nas religiões africanas não é somente o mais elevado dos espíritos da natureza, e não se equipara ao deus da Bíblia, tem mais o sentido de uma potência suprema que um ser pessoal, nem sempre é o criador e as vezes aparece com filhos e esposa.
►As potências espirituais: estão abaixo do Ser Supremo e são mais ou menos espirituais e cuidam das coisas do mundo para o ser supremo.
►O demiurgo: um antepassado mítico (artífice) o fundador do povo, dos costumes, ofícios e ritos.
►Ritos de iniciação: São muito importantes e geralmente exigem provas duríssimas, mesmo sangrentas (mutilações).
►As danças: no seu ritmo e dinamismo dão a máxima expressão a todas as atividades do grupo humano
►Fetichismo: a prática do feitiço pelos povos africanos foi ligada a magia negra pelos portugueses, mas o importante, é a função dos curandeiros, que com artes próprias atendem como podem as necessidades de seus clientes (tratamento de enfermidades, incisões e aplicações de ervas).
►Culto: não possuem estatuas de deuses, tempos ou sacerdotes. Quando são encontrados atribui-se a influência do politeísmo do antigo Egito. Os sacrifícios de pequenos animais têm caráter de participação. O sangue das vítimas é oferecido aos orixás, como veículo da comunicação já que é considerado portador de vida.
►Moral: para o africano moral e religião são a mesma coisa pois tudo depende da atuação dos espíritos. As ações que prejudicam o grupo ou a natureza são punidas rigorosamente pela autoridade tribal e reparadas por ritos religiosos.
3. ELEMENTOS PARTICULARES
►Bosquímanos e Hotentotes: Adoram um espírito pessoal Tsuigoad (joelho ferido)
►Pigmeus: Noção de Ser Supremo como criador do mundo e do homem, pai providente e remunerador
►Bantus: Dá vários nomes ao Ser Supremo (Mulunga) e ainda forte culto dos antepassados e das potências naturais (mãe terra).
►Iorubá: Chamam o Ser Supremo de Olorum – dono do céu.
►Os povos pastores: (África oriental) Influência dos hebreus, cultuam um Deus único – Eng-ai.
►Os povos da África Central: guardam traços animistas e totemistas, são mais ou menos islamisados.
►Povos urbanos de cultura agrária: Tem tendências ao politeísmo com pequenos templos, sacerdotes, divinizando as forças da natureza, os rios e os antepassados.
4. MITOS
Os mitos que tratam da criação do mundo e do homem na tradição religiosa africana são muitos, mas são versões mutiladas ou adulteradas de um mito primordial. O Ser Supremo, favorável ao homem, mas obrigado a castigá-la por sua desobediência.
►O deus ocioso: O criador deixa entregue aos homens e as potências intermediários as coisas do mundo.
►As potências intermediárias: Decidem e são objetos de culto e de preces. São manifestações divinas, não são adorados, nem recebem sacrifício. Sua intervenção contudo é propiciada por manjares, sangue de vítimas, ritos de participação, danças e transes.
5. RELIGIOSODADE AFRICANA
Apesar de não fazer imagens do Ser Supremo, os povos africanos possuem lugares de culto como pequenas cavernas, altares junto aos caminhos, cumes de montanhas. As oferendas pedem saúde, vida, sucesso.
Muitos povos rezam diariamente, mas sentem-se mais à vontade na prece comunitária com danças e contos. Estes são pouco formais pois assumem o lugar da escritura. A tradição africana não tem texto sagrado, é na expressão oral e corporal que se entregam com dinamismo e eficácia.
Os ritos de passagem são levados muito a sério pois garantem boa integração na comunidade dos vivos, benevolência dos antepassados. Muitos são secretos com finalidade diversa: econômica, social, política.
6. ANTROPOLOGIA
A religião africana acredita no homem que pode viver alegrias terrenas apesar das calamidades do mundo. Crêem na vida após a morte, na reencarnação e evolução da existência. Acreditam que a realidade central do homem é um ser espiritual que sobrevive ao corpo e possui várias potências, umas vitais e outras intelectuais.
7. RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS: RELIGIÃO DOS ORIXÁS
Até meados do século XX, os cultos afro-brasileiros eram assim chamados pois funcionavam apenas como ritos do estoque cultural dos diferentes grupos étnicos negros que compunham a população dos antigos escravos e seus descendentes. As religiões “negras” no Brasil foram organizadas recentemente. Formavam-se em diferentes regiões e estados do país e em diferentes momentos de nossa história tendo assim, adotado formas rituais e versões mitológicas diversas, derivadas de várias tradições africanas:
►Candomblé – na Bahia
►Xangô – Pernambuco e Alagoas
►Tambor de mina – Maranhão e Pará
►Batuque – Rio Grande do Sul
►Macumba – depois Umbanda – Rio de Janeiro
Candoblé
Magia e ritual onde não há idéia de salvação da corrupção do pecado, não se nega este mundo em busca do outro, eterno, no além. No Candomblé se busca a interferência concreta do sobrenatural neste mundo presente, através da manipulação de forças sagradas, a invocação das potências divinas e os sacrifícios oferecidas as diferentes divindades, os chamados orixás.
O Candomblé acredita na pluralidade de deuses com diferentes poderes e diferentes funções na vida humana, além de diferentes exigências a seus adeptos. Não é uma religião ética como o cristianismo, sendo desprovida de moralidade, não se interessando em censurar, punir e corrigir os seres humanos por suas faltas e fraquezas. Assim, as regras de comportamento se referem aos rituais. Não existe pecado e distinção de bem ou mal depende da relação entre cada seguidor e seu deus pessoal – o orixá, o senhor de sua “cabeça”, deus a quem pertence sua mente e cujos traços de personalidade e comportamento herda e procura imitar qualidades ou defeitos pois nenhum orixá é inteiramente bom ou mau.
Na África registra-se o culto a 400 orixás, enquanto no Brasil, apenas uns 20 sobreviveram. Cada orixá deve reger e controlar as forças da natureza assim como certos aspectos da vida humana e social. Cada um conta um símbolo, roupas, cores da roupa e das contas, determinados objetos e adereços, batidas de atabaque e canções características, bebidas e alimentos, animais sacrificados. Cada um tem um grito de saudação dirigido somente a ele.
De tradição oral, o Candomblé tem uma série de narrativas míticas que fornece padrões de comportamento que modelam, ajustam, confirmam e legitimam o comportamento dos fiéis.
ORIXÁS
►Exu: guardião das encruzilhadas e da entrada das casas.
►Ogum: deus da guerra, da metalurgia e tecnologia.
►Oxossi: da caça, deus da fauna.
►Ossaim: da vegetação, deus das folhas.
►Oxumaré: do arco-íris
►Obaluaiê: da varíola, da peste, pragas e doenças, da cura.
►Xangô: do trovão, deus da justiça.
►Iansã: do relâmpago, dona dos espíritos, dos mortos.
►Obá: da água, deusa do trabalho doméstico e do poder da mulher.
►Oxum: das águas doces e do ouro, deusa do amor e da fertilidade.
►Logum Edê: dos rios dentro das florestas.
►Iemanjá: das grandes águas, dos mares e oceanos, a grande mãe, deusa da maternidade.
►Nanã: da lama do fundo das águas.
►Oxaguiã: da criação da cultura material da sobrevivência.
►Oxalufã ou Obatalá: da criação da humanidade.
Umbanda, a “religião brasileira”
A Umbanda surgiu na década de 20, no rio de Janeiro e se propagou por todo o Brasil pelas cidades mais desenvolvidas, especialmente região sudeste. Seu início teve um caráter universal e não demorou a assumir-se como religião aberta a todos os brasileiros, mostrou-se multiétnica, com forte presença de brancos. Destaca-se no grupo dos cultos afros por ter menor as “raízes”, as marcas africanas originais. Dispensa nos rituais o uso das línguas africanas e evita os sacrifícios de sangue e os processos iniciáticos demorados e caros.
Pode ser chamada de religião brasileira pois tornou-se conhecida de intelectuais, acadêmicos, e estudiosos em geral, mas também por ser resultado do encontro cultural de diversas crenças e tradições religiosas africanas,católica, hindu-cristão trazido pelo espiritismo kardecista de origem européia.
Os orixás do Candomblé são mais poderosa matriz negra da Umbanda. Nos rituais da Umbanda “baixam espíritos característicos do espiritismo, espíritos de índios brasileiros (os caboclos) espíritos de negros escravos (os pretos velhos) são os chamados guias, inferiores aos orixás, agrupados em linhas segundo a origem étnica, afinidades psicológicas e profissionais, elementos da natureza, os estágios da evolução espiritual em que se encontram, a idade.
Além dos guias, espíritos de luz, a Umbanda reconhece espíritos das trevas, em baixa escala de evolução espiritual – os exus, identificados na Umbanda com os demônios da mitologia cristã. Os femininos são chamados de Pombagiras, pertencem à quimbanda, lado oculto da Umbanda, dedicado a “fazer feitiço” quando solicitado.
A Umbanda detém grande sincretismo religioso mais com o espiritismo kardecista e menos com as origens afros, cada vez mais híbrida e brasileira.
Entre ser uma religião ética, preocupada com a conduta moral e ser uma religião estritamente ritual, voltada para a manipulação mágica do mundo, a Umbanda escolheu o caminho do meio. Isto lhe fez conquistar sua autonomia e está presente em todas as regiões do Brasil.
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