sexta-feira, 13 de abril de 2007

Diversidade Religiosa

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de suapele, por sua origemou ainda por sua religião.Para odiar, as pessoasprecisam aprender;e, se podem aprendera odiar, podem serensinadas a amar.”(Nelson Mandela)


declaração universaldos direitos humanos
Art. XVIII
Toda pessoa tem o direitoà liberdade de pensamento,consciência e religião; estedireito inclui a liberdade demudar de religião ou crençae a liberdade de manifestaressa religião ou crença, peloensino, pela prática, pelo cultoe pela observância, isoladaou coletivamente, em públicoou em particular.”


O Supremo Senhordo universo, que tem diferentes nomes em diferentes culturas, amaa todos. Dele emanatoda a liberdade de pensamento, religião oude consciência.

Igreja Metodista


Em cadaindivíduo, emcada povo, emcada cultura, emcada credo, existealgo que é relevantepara os demais, pormais diferentes quesejam entre si. Enquanto cada grupo pretenderser o dono exclusivoda verdade, o ideal da fraternidade universal permaneceráinatingível.Judaísmo


A regra deouro consisteem sermos amigosdo mundo e emconsiderarmos toda afamília humana comouma só família. Quemfaz distinção entre osfiéis da própria religiãoe os de outra, deseducaos membros da suareligião e abre caminhopara o abandono, a irreligião.
Mahatma Gandhi



A beleza donosso país reside justamente nadiversidade cultural e religiosa de seupovo. (…) Temos que quebrar as barreirasque nos impedem de dialogar com aqueles e aquelas que pensame que agem de forma diferente, mas que têm o mesmo objetivo: a valorização da VIDA
Igreja Presbiteriana Independente do Brasil


Se eles se inclinam`A Paz, inclina-tetu também a ela eencomenda-te a Deus...
Maomé
Toda crença érespeitável, quandosincera e conducente à prática do bem.

Allan Kardec

constituição brasileira
Art. 5º, inciso VI
É inviolável a liberdadede consciência e de crença,sendo assegurado o livreexercício dos cultosreligiosos e garantida,na forma da lei, a proteçãoaos locais de cultoe suas liturgias.


Somos
Humanidade.
Desde o princípio
das eras, temos
indissolúvel ligação
neste mundo. Somos, portanto, muçulmanos, xintoístas, católicos, bramanistas, budistas, protestantes, judeus, espíritas, esotéricos, agnósticos, umbandistas, ateus... Somos, por fim, Seres Humanos!

Legião da Boa Vontade


A meta últimada religião é oamor. Todas as religiões e crençassão conseqüentemente válidas, e sua aceitação tem de ser baseada na liberdade e numa opção consciente e espontânea. De outra forma, a religião não teria como meta o amor.

Hinduísmo


Ter liberdade
de religião, de
pensamento é um
dos pressupostos
básicos (…) Como
luteranos, entendemos os malefícios da
discriminação,
tendo em vista que
Martinho Lutero, que
iniciou a Reforma
da igreja na Alemanha,
foi severamente
discriminado devido
às suas convicções.

Igreja Evangélica
Luterana do Brasil


O sol que veio à Terra
para todos iluminar /
não tem bonito e nem feio
/ ele ilumina todos iguais

Santo Daime



programa nacionaldos direitos humanos
Proposta 110
Prevenir e combatera intolerância religiosa,inclusive no que diz respeitoa religiões minoritárias e acultos afro-brasileiros.


É sagradaa liberdadede pensamento,de consciência e dereligião. É sagrado odireito de entrar nesteou naquele templo,neste ou naquele terreiro, nesta ou naquela tenda.É o sagrado direito deadorar e deixar adorar. Éo direito humano e divinode pensar e deixar pensar, de dizer e de ouvir.

Comissão Ecumênica Nacional de Combate ao Racismo (Cenacora)

Nenhumsegmento religiosopode coagiralguém pela força ou ameaça a aceitar oumudar de crençareligiosa. (…) Todosos segmentos religiosos devem promover uma cultura de Paz e ordem, trazendo benefícios à população em geral, especialmente aosmenos favorecidos.

Igreja PentecostalO Brasil para Cristo

Não terás nenhum pensamento de ódio contra teu irmão.

Moisés


Cada serhumano possui o direito de escolhera sua própriamaneira de servir o sagrado e deve fazê-lo sem perseguições e/ou discriminações, com liberdade.

Encantaria Cigana

Se você critica a fé dos demais,sua devoção éfalsa. Se você fosse sincero, apreciariaa sinceridade dos outros. Você vê erros nos outros porque você mesmo os tem, não os outros.

Sathya Sai Baba

Jesus Cristodisse: “Porquefaz que o Seu sol selevante sobre os bonse os maus, e a chuva
desça sobre os justos eos injustos”. Jesus deixou
claro que todos somos participantes das mesmas oportunidades da vida eda graça da criação de
Deus, independente de
qualquer convicção.

Ministério SaraNossa Terra

programa nacionaldos direitos humanos
Proposta 113
Incentivar o diálogo entremovimentos religiosos sobo prisma da construção deuma sociedade pluralista com base no reconhecimentoe no respeito às diferençasde crença e culto.
Existem muitospovos, de muitasraças, falando várias línguas. Mas, para eles, só existe um sol, uma lua e uma mãe terra. Somos parte um do outro, pela vontade do Grande Espírito.

cosmovisão indígena


Não podehaver dúvidaalguma de queos povos do mundo, de qualquer raçaou religião que sejam, derivam sua inspiração de uma só Fonte Celestiale são súditos de um só Deus. A diferença entreos preceitos sob os quais vivem deve ser atribuída aos vários requisitose exigências da épocaem que foramrevelados.

Bahá´u´lláh

Todoser humanotem direitoà liberdadede pesquisa daverdade e, dentrodos limite da ordem moral e do bemcomum, à liberdadena manifestação edifusão do pensamento…Pertence igualmenteaos direitos da pessoaa liberdade de prestar culto a Deus, deacordo com os retos ditames da própria consciência.

Encíclica Pacem in Terris

Prevenira intolerânciaé assumir quenenhuma verdade é única. É reconhecer que o outrotem livre arbítrio (...)Esse reconhecimento pressupõe garantir-lhe odireito de pensar, de crer;de amar, de doar, de rezar, de ser gente religiosa.Gente que exercita amissão sagrada dereconhecer no outro a imagem e semelhançade Deus, Olorum ouJavé.”

religiões afro-brasileiras

Em verdade, jamais
se destrói o ódio
pelo ódio. O ódio só é destruído pelo Amor. Este é um preceito eterno.

Buda

Bem-aventurados osque têm fome e sedede justiça,porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração,porque verão a Deus. Bem-aventuradosos que promovem aPaz, porque serão chamados filhos de Deus.

Jesus Cristo

CFAPM: educando para a cidadania

CFAPM: educando para a cidadania


Vivemos hoje, como sociedade, uma realidade mutante. Conceitos, valores, princípios e formas de relacionamento têm tomado novas feições e contornos, relegando, muitas vezes, ao ostracismo àqueles que se encontram no descompasso da melodia ditada pela tão “famigerada”, mas real e irrequieta “globalização”. Esta palavra de per si já incorpora o seu próprio caráter, ou seja, já se auto explica: ação que aciona e envolve o globo, sendo este habitado por pessoas de culturas e costumes distintos, hábitos caracterizadores, mas que agora intercambiam realidades, exigindo por conseqüência alterações de processos na vida social.
Por processos, dentro do contexto ao qual nos referimos, pode-se entender como o conjunto de instrumentos (órgãos, instituições, etc.) operacionalizados por normas vigentes (validade formal, social e ética) que objetivam a fluidez do complexo social, ou seja, suas ações, suprindo assim necessidades gerais, da coletividade. E, portanto, trataremos do processo Segurança Pública, sendo este o âmbito objetivo de atuação da Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte, órgão maior do qual o Centro de Formação e Aperfeiçoamento se orgulha de pertencer.
Dentro do marco propedêutico supra exposto abordaremos a “formação” no seu sentido mais nobre: a educação, mas não qualquer forma de educar, e sim uma educação para a cidadania de um grupo um tanto quanto distinto e privilegiado de servidores públicos, os policiais militares. Distinto pelas missões que a esses bravos e bravas, são ordenadas como tão claramente se expressa a nossa Lex Mater em seu artigo 144 §5°: “às policias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública (...)”; Privilegiado porque tem a oportunidade de servir a sociedade em momentos marcantes, sejam pelas feridas abertas pela dor ou pelas linhas de expressão que surgem pelo sorriso decorrente da alegria de uma intervenção técnica, ética e legal por parte desses profissionais. Afinal, destacados por poder servir e proteger a quem deles necessitam.
Porém, para que tais profissionais exerçam as ações que os distinguem e os privilegiam é mister a compreensão da magnitude e grandeza do seu labor, passando pela conscientização de sua importância e construção dos saberes necessários à prática policial.
É nesse contexto que o Centro de Formação e Aperfeiçoamento da Polícia Militar se apresenta como uma Unidade policial com encargo de formar e aperfeiçoar policiais militares para o exercício coerente e ético dentro da sociedade norteriograndense, objetivando educar o miliciano para o efetivo exercício da cidadania, reconhecendo, antes de tudo, esse profissional como um cidadão, sujeito a direitos e deveres sendo, indubitavelmente, provenientes de um convívio social, trazendo para a Corporação os anseios, características e ideologias do contexto no qual antes era totalmente inserido.
Portanto, a criação do CFAPM foi o estabelecimento de um marco dentro de uma cultura já estabelecida, cultura do “agora”, do “fast food”, que exige resultados imediatos. O referido Centro surge com o propósito de atender necessidades imediatas que conformarão uma realidade futura por um ideal presente, já que a formação deverá ser permanente e, a partir da saída dos formandos, que deixam a referida Escola novos contornos serão dados no exercício do poder de polícia por parte dos agentes encarregados da aplicação da lei, os antes de tudo, BRAVOS policiais militares.


Mário Anderson de Araújo Santos
Oficial da Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte, Instrutor de Direitos Humanos no CFAPM e Estudante do 1° Período de Direito UERN/Natal.

A religião dos Africanos

A RELIGIÃO DOS AFRICANOS

1. OS POVOS AFRICANOS
Constitui povos africanos os pigmeus (mais antigos) refugiados nas densas florestas da África Congolesa, bosquímanos e hotentotes, ao sul de Angola, uma raça de pele clara aparentada com os berberes do Saara, na África do Norte, hebreus que ali chegaram por volta de 2000 a.C e árabes que se instalaram na região do Sudão e do Lago Tchad.
Assim, compreende-se a presença de elementos muito arcaicos, egípcios, asiáticos na cultura africana bem como um vago culto ao deus solar e o crescente culto dos mortos no aspecto religioso.
2. ELEMENTOS GERAIS DAS RELIGIÕES AFRICANAS
►O Ser Supremo: a noção de um ser supremo nas religiões africanas não é somente o mais elevado dos espíritos da natureza, e não se equipara ao deus da Bíblia, tem mais o sentido de uma potência suprema que um ser pessoal, nem sempre é o criador e as vezes aparece com filhos e esposa.
►As potências espirituais: estão abaixo do Ser Supremo e são mais ou menos espirituais e cuidam das coisas do mundo para o ser supremo.
►O demiurgo: um antepassado mítico (artífice) o fundador do povo, dos costumes, ofícios e ritos.
►Ritos de iniciação: São muito importantes e geralmente exigem provas duríssimas, mesmo sangrentas (mutilações).
►As danças: no seu ritmo e dinamismo dão a máxima expressão a todas as atividades do grupo humano
►Fetichismo: a prática do feitiço pelos povos africanos foi ligada a magia negra pelos portugueses, mas o importante, é a função dos curandeiros, que com artes próprias atendem como podem as necessidades de seus clientes (tratamento de enfermidades, incisões e aplicações de ervas).
►Culto: não possuem estatuas de deuses, tempos ou sacerdotes. Quando são encontrados atribui-se a influência do politeísmo do antigo Egito. Os sacrifícios de pequenos animais têm caráter de participação. O sangue das vítimas é oferecido aos orixás, como veículo da comunicação já que é considerado portador de vida.
►Moral: para o africano moral e religião são a mesma coisa pois tudo depende da atuação dos espíritos. As ações que prejudicam o grupo ou a natureza são punidas rigorosamente pela autoridade tribal e reparadas por ritos religiosos.
3. ELEMENTOS PARTICULARES
►Bosquímanos e Hotentotes: Adoram um espírito pessoal Tsuigoad (joelho ferido)
►Pigmeus: Noção de Ser Supremo como criador do mundo e do homem, pai providente e remunerador
►Bantus: Dá vários nomes ao Ser Supremo (Mulunga) e ainda forte culto dos antepassados e das potências naturais (mãe terra).
►Iorubá: Chamam o Ser Supremo de Olorum – dono do céu.
►Os povos pastores: (África oriental) Influência dos hebreus, cultuam um Deus único – Eng-ai.
►Os povos da África Central: guardam traços animistas e totemistas, são mais ou menos islamisados.
►Povos urbanos de cultura agrária: Tem tendências ao politeísmo com pequenos templos, sacerdotes, divinizando as forças da natureza, os rios e os antepassados.
4. MITOS
Os mitos que tratam da criação do mundo e do homem na tradição religiosa africana são muitos, mas são versões mutiladas ou adulteradas de um mito primordial. O Ser Supremo, favorável ao homem, mas obrigado a castigá-la por sua desobediência.
►O deus ocioso: O criador deixa entregue aos homens e as potências intermediários as coisas do mundo.
►As potências intermediárias: Decidem e são objetos de culto e de preces. São manifestações divinas, não são adorados, nem recebem sacrifício. Sua intervenção contudo é propiciada por manjares, sangue de vítimas, ritos de participação, danças e transes.
5. RELIGIOSODADE AFRICANA
Apesar de não fazer imagens do Ser Supremo, os povos africanos possuem lugares de culto como pequenas cavernas, altares junto aos caminhos, cumes de montanhas. As oferendas pedem saúde, vida, sucesso.
Muitos povos rezam diariamente, mas sentem-se mais à vontade na prece comunitária com danças e contos. Estes são pouco formais pois assumem o lugar da escritura. A tradição africana não tem texto sagrado, é na expressão oral e corporal que se entregam com dinamismo e eficácia.
Os ritos de passagem são levados muito a sério pois garantem boa integração na comunidade dos vivos, benevolência dos antepassados. Muitos são secretos com finalidade diversa: econômica, social, política.
6. ANTROPOLOGIA
A religião africana acredita no homem que pode viver alegrias terrenas apesar das calamidades do mundo. Crêem na vida após a morte, na reencarnação e evolução da existência. Acreditam que a realidade central do homem é um ser espiritual que sobrevive ao corpo e possui várias potências, umas vitais e outras intelectuais.
7. RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS: RELIGIÃO DOS ORIXÁS
Até meados do século XX, os cultos afro-brasileiros eram assim chamados pois funcionavam apenas como ritos do estoque cultural dos diferentes grupos étnicos negros que compunham a população dos antigos escravos e seus descendentes. As religiões “negras” no Brasil foram organizadas recentemente. Formavam-se em diferentes regiões e estados do país e em diferentes momentos de nossa história tendo assim, adotado formas rituais e versões mitológicas diversas, derivadas de várias tradições africanas:
►Candomblé – na Bahia
►Xangô – Pernambuco e Alagoas
►Tambor de mina – Maranhão e Pará
►Batuque – Rio Grande do Sul
►Macumba – depois Umbanda – Rio de Janeiro

Candoblé
Magia e ritual onde não há idéia de salvação da corrupção do pecado, não se nega este mundo em busca do outro, eterno, no além. No Candomblé se busca a interferência concreta do sobrenatural neste mundo presente, através da manipulação de forças sagradas, a invocação das potências divinas e os sacrifícios oferecidas as diferentes divindades, os chamados orixás.
O Candomblé acredita na pluralidade de deuses com diferentes poderes e diferentes funções na vida humana, além de diferentes exigências a seus adeptos. Não é uma religião ética como o cristianismo, sendo desprovida de moralidade, não se interessando em censurar, punir e corrigir os seres humanos por suas faltas e fraquezas. Assim, as regras de comportamento se referem aos rituais. Não existe pecado e distinção de bem ou mal depende da relação entre cada seguidor e seu deus pessoal – o orixá, o senhor de sua “cabeça”, deus a quem pertence sua mente e cujos traços de personalidade e comportamento herda e procura imitar qualidades ou defeitos pois nenhum orixá é inteiramente bom ou mau.
Na África registra-se o culto a 400 orixás, enquanto no Brasil, apenas uns 20 sobreviveram. Cada orixá deve reger e controlar as forças da natureza assim como certos aspectos da vida humana e social. Cada um conta um símbolo, roupas, cores da roupa e das contas, determinados objetos e adereços, batidas de atabaque e canções características, bebidas e alimentos, animais sacrificados. Cada um tem um grito de saudação dirigido somente a ele.
De tradição oral, o Candomblé tem uma série de narrativas míticas que fornece padrões de comportamento que modelam, ajustam, confirmam e legitimam o comportamento dos fiéis.
ORIXÁS
►Exu: guardião das encruzilhadas e da entrada das casas.
►Ogum: deus da guerra, da metalurgia e tecnologia.
►Oxossi: da caça, deus da fauna.
►Ossaim: da vegetação, deus das folhas.
►Oxumaré: do arco-íris
►Obaluaiê: da varíola, da peste, pragas e doenças, da cura.
►Xangô: do trovão, deus da justiça.
►Iansã: do relâmpago, dona dos espíritos, dos mortos.
►Obá: da água, deusa do trabalho doméstico e do poder da mulher.
►Oxum: das águas doces e do ouro, deusa do amor e da fertilidade.
►Logum Edê: dos rios dentro das florestas.
►Iemanjá: das grandes águas, dos mares e oceanos, a grande mãe, deusa da maternidade.
►Nanã: da lama do fundo das águas.
►Oxaguiã: da criação da cultura material da sobrevivência.
►Oxalufã ou Obatalá: da criação da humanidade.

Umbanda, a “religião brasileira”
A Umbanda surgiu na década de 20, no rio de Janeiro e se propagou por todo o Brasil pelas cidades mais desenvolvidas, especialmente região sudeste. Seu início teve um caráter universal e não demorou a assumir-se como religião aberta a todos os brasileiros, mostrou-se multiétnica, com forte presença de brancos. Destaca-se no grupo dos cultos afros por ter menor as “raízes”, as marcas africanas originais. Dispensa nos rituais o uso das línguas africanas e evita os sacrifícios de sangue e os processos iniciáticos demorados e caros.
Pode ser chamada de religião brasileira pois tornou-se conhecida de intelectuais, acadêmicos, e estudiosos em geral, mas também por ser resultado do encontro cultural de diversas crenças e tradições religiosas africanas,católica, hindu-cristão trazido pelo espiritismo kardecista de origem européia.
Os orixás do Candomblé são mais poderosa matriz negra da Umbanda. Nos rituais da Umbanda “baixam espíritos característicos do espiritismo, espíritos de índios brasileiros (os caboclos) espíritos de negros escravos (os pretos velhos) são os chamados guias, inferiores aos orixás, agrupados em linhas segundo a origem étnica, afinidades psicológicas e profissionais, elementos da natureza, os estágios da evolução espiritual em que se encontram, a idade.
Além dos guias, espíritos de luz, a Umbanda reconhece espíritos das trevas, em baixa escala de evolução espiritual – os exus, identificados na Umbanda com os demônios da mitologia cristã. Os femininos são chamados de Pombagiras, pertencem à quimbanda, lado oculto da Umbanda, dedicado a “fazer feitiço” quando solicitado.
A Umbanda detém grande sincretismo religioso mais com o espiritismo kardecista e menos com as origens afros, cada vez mais híbrida e brasileira.
Entre ser uma religião ética, preocupada com a conduta moral e ser uma religião estritamente ritual, voltada para a manipulação mágica do mundo, a Umbanda escolheu o caminho do meio. Isto lhe fez conquistar sua autonomia e está presente em todas as regiões do Brasil.