sexta-feira, 4 de maio de 2007

O Budismo



O Budismo foi fundado na Índia, no séc. VI a.C., pelo Buda Shakyamuni. O Buda Shakyamuni nasceu ao norte da Índia (atualmente Nepal) como um rico príncipe chamado Sidarta.
Aos 29 anos de idade, ele teve quatro visões que transformaram sua vida. As três primeiras visões – o sofrimento devido ao envelhecimento, doenças e morte – mostraram-lhe a natureza inexorável da vida e as aflições universais da humanidade. A quarta visão — um eremita com um semblante sereno – revelou-lhe o meio de alcançar paz. Compreendendo a insignificância dos prazeres sensuais, ele deixou sua família e toda sua fortuna em busca de verdade e paz eterna. Sua busca pela paz era mais por compaixão pelo sofrimento alheio do que pelo seu próprio, já que não havia tido tal experiência. Ele não abandonou sua vida mundana na velhice, mas no alvorecer de sua maturidade; não na pobreza, mas em plena fartura.
Depois de seis anos de ascetismo, ele compreendeu que se deveria praticar o "Caminho do Meio", evitando o extremo da auto-mortificação, que só enfraquece o intelecto, e o extremo da auto-indulgência, que retarda o progresso moral. Aos 35 anos de idade (aproximadamente 525 a.C.), sentado sob uma árvore Bodhi, em uma noite de lua cheia, ele, de repente, experimentou extraordinária sabedoria, compreendendo a verdade suprema do universo e alcançando profunda visão dos caminhos da vida humana. Os budistas chamam essa compreensão de "iluminação". A partir de então, ele passou a ser chamado de Buda Shakyamuni (Shakyamuni significa "Sábio do clã dos Shakya"). A palavra Buda pode ser traduzida como: "aquele que é plenamente desperto e iluminado".

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Diversidade Religiosa

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de suapele, por sua origemou ainda por sua religião.Para odiar, as pessoasprecisam aprender;e, se podem aprendera odiar, podem serensinadas a amar.”(Nelson Mandela)


declaração universaldos direitos humanos
Art. XVIII
Toda pessoa tem o direitoà liberdade de pensamento,consciência e religião; estedireito inclui a liberdade demudar de religião ou crençae a liberdade de manifestaressa religião ou crença, peloensino, pela prática, pelo cultoe pela observância, isoladaou coletivamente, em públicoou em particular.”


O Supremo Senhordo universo, que tem diferentes nomes em diferentes culturas, amaa todos. Dele emanatoda a liberdade de pensamento, religião oude consciência.

Igreja Metodista


Em cadaindivíduo, emcada povo, emcada cultura, emcada credo, existealgo que é relevantepara os demais, pormais diferentes quesejam entre si. Enquanto cada grupo pretenderser o dono exclusivoda verdade, o ideal da fraternidade universal permaneceráinatingível.Judaísmo


A regra deouro consisteem sermos amigosdo mundo e emconsiderarmos toda afamília humana comouma só família. Quemfaz distinção entre osfiéis da própria religiãoe os de outra, deseducaos membros da suareligião e abre caminhopara o abandono, a irreligião.
Mahatma Gandhi



A beleza donosso país reside justamente nadiversidade cultural e religiosa de seupovo. (…) Temos que quebrar as barreirasque nos impedem de dialogar com aqueles e aquelas que pensame que agem de forma diferente, mas que têm o mesmo objetivo: a valorização da VIDA
Igreja Presbiteriana Independente do Brasil


Se eles se inclinam`A Paz, inclina-tetu também a ela eencomenda-te a Deus...
Maomé
Toda crença érespeitável, quandosincera e conducente à prática do bem.

Allan Kardec

constituição brasileira
Art. 5º, inciso VI
É inviolável a liberdadede consciência e de crença,sendo assegurado o livreexercício dos cultosreligiosos e garantida,na forma da lei, a proteçãoaos locais de cultoe suas liturgias.


Somos
Humanidade.
Desde o princípio
das eras, temos
indissolúvel ligação
neste mundo. Somos, portanto, muçulmanos, xintoístas, católicos, bramanistas, budistas, protestantes, judeus, espíritas, esotéricos, agnósticos, umbandistas, ateus... Somos, por fim, Seres Humanos!

Legião da Boa Vontade


A meta últimada religião é oamor. Todas as religiões e crençassão conseqüentemente válidas, e sua aceitação tem de ser baseada na liberdade e numa opção consciente e espontânea. De outra forma, a religião não teria como meta o amor.

Hinduísmo


Ter liberdade
de religião, de
pensamento é um
dos pressupostos
básicos (…) Como
luteranos, entendemos os malefícios da
discriminação,
tendo em vista que
Martinho Lutero, que
iniciou a Reforma
da igreja na Alemanha,
foi severamente
discriminado devido
às suas convicções.

Igreja Evangélica
Luterana do Brasil


O sol que veio à Terra
para todos iluminar /
não tem bonito e nem feio
/ ele ilumina todos iguais

Santo Daime



programa nacionaldos direitos humanos
Proposta 110
Prevenir e combatera intolerância religiosa,inclusive no que diz respeitoa religiões minoritárias e acultos afro-brasileiros.


É sagradaa liberdadede pensamento,de consciência e dereligião. É sagrado odireito de entrar nesteou naquele templo,neste ou naquele terreiro, nesta ou naquela tenda.É o sagrado direito deadorar e deixar adorar. Éo direito humano e divinode pensar e deixar pensar, de dizer e de ouvir.

Comissão Ecumênica Nacional de Combate ao Racismo (Cenacora)

Nenhumsegmento religiosopode coagiralguém pela força ou ameaça a aceitar oumudar de crençareligiosa. (…) Todosos segmentos religiosos devem promover uma cultura de Paz e ordem, trazendo benefícios à população em geral, especialmente aosmenos favorecidos.

Igreja PentecostalO Brasil para Cristo

Não terás nenhum pensamento de ódio contra teu irmão.

Moisés


Cada serhumano possui o direito de escolhera sua própriamaneira de servir o sagrado e deve fazê-lo sem perseguições e/ou discriminações, com liberdade.

Encantaria Cigana

Se você critica a fé dos demais,sua devoção éfalsa. Se você fosse sincero, apreciariaa sinceridade dos outros. Você vê erros nos outros porque você mesmo os tem, não os outros.

Sathya Sai Baba

Jesus Cristodisse: “Porquefaz que o Seu sol selevante sobre os bonse os maus, e a chuva
desça sobre os justos eos injustos”. Jesus deixou
claro que todos somos participantes das mesmas oportunidades da vida eda graça da criação de
Deus, independente de
qualquer convicção.

Ministério SaraNossa Terra

programa nacionaldos direitos humanos
Proposta 113
Incentivar o diálogo entremovimentos religiosos sobo prisma da construção deuma sociedade pluralista com base no reconhecimentoe no respeito às diferençasde crença e culto.
Existem muitospovos, de muitasraças, falando várias línguas. Mas, para eles, só existe um sol, uma lua e uma mãe terra. Somos parte um do outro, pela vontade do Grande Espírito.

cosmovisão indígena


Não podehaver dúvidaalguma de queos povos do mundo, de qualquer raçaou religião que sejam, derivam sua inspiração de uma só Fonte Celestiale são súditos de um só Deus. A diferença entreos preceitos sob os quais vivem deve ser atribuída aos vários requisitose exigências da épocaem que foramrevelados.

Bahá´u´lláh

Todoser humanotem direitoà liberdadede pesquisa daverdade e, dentrodos limite da ordem moral e do bemcomum, à liberdadena manifestação edifusão do pensamento…Pertence igualmenteaos direitos da pessoaa liberdade de prestar culto a Deus, deacordo com os retos ditames da própria consciência.

Encíclica Pacem in Terris

Prevenira intolerânciaé assumir quenenhuma verdade é única. É reconhecer que o outrotem livre arbítrio (...)Esse reconhecimento pressupõe garantir-lhe odireito de pensar, de crer;de amar, de doar, de rezar, de ser gente religiosa.Gente que exercita amissão sagrada dereconhecer no outro a imagem e semelhançade Deus, Olorum ouJavé.”

religiões afro-brasileiras

Em verdade, jamais
se destrói o ódio
pelo ódio. O ódio só é destruído pelo Amor. Este é um preceito eterno.

Buda

Bem-aventurados osque têm fome e sedede justiça,porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. Bem-aventurados os puros de coração,porque verão a Deus. Bem-aventuradosos que promovem aPaz, porque serão chamados filhos de Deus.

Jesus Cristo

CFAPM: educando para a cidadania

CFAPM: educando para a cidadania


Vivemos hoje, como sociedade, uma realidade mutante. Conceitos, valores, princípios e formas de relacionamento têm tomado novas feições e contornos, relegando, muitas vezes, ao ostracismo àqueles que se encontram no descompasso da melodia ditada pela tão “famigerada”, mas real e irrequieta “globalização”. Esta palavra de per si já incorpora o seu próprio caráter, ou seja, já se auto explica: ação que aciona e envolve o globo, sendo este habitado por pessoas de culturas e costumes distintos, hábitos caracterizadores, mas que agora intercambiam realidades, exigindo por conseqüência alterações de processos na vida social.
Por processos, dentro do contexto ao qual nos referimos, pode-se entender como o conjunto de instrumentos (órgãos, instituições, etc.) operacionalizados por normas vigentes (validade formal, social e ética) que objetivam a fluidez do complexo social, ou seja, suas ações, suprindo assim necessidades gerais, da coletividade. E, portanto, trataremos do processo Segurança Pública, sendo este o âmbito objetivo de atuação da Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte, órgão maior do qual o Centro de Formação e Aperfeiçoamento se orgulha de pertencer.
Dentro do marco propedêutico supra exposto abordaremos a “formação” no seu sentido mais nobre: a educação, mas não qualquer forma de educar, e sim uma educação para a cidadania de um grupo um tanto quanto distinto e privilegiado de servidores públicos, os policiais militares. Distinto pelas missões que a esses bravos e bravas, são ordenadas como tão claramente se expressa a nossa Lex Mater em seu artigo 144 §5°: “às policias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública (...)”; Privilegiado porque tem a oportunidade de servir a sociedade em momentos marcantes, sejam pelas feridas abertas pela dor ou pelas linhas de expressão que surgem pelo sorriso decorrente da alegria de uma intervenção técnica, ética e legal por parte desses profissionais. Afinal, destacados por poder servir e proteger a quem deles necessitam.
Porém, para que tais profissionais exerçam as ações que os distinguem e os privilegiam é mister a compreensão da magnitude e grandeza do seu labor, passando pela conscientização de sua importância e construção dos saberes necessários à prática policial.
É nesse contexto que o Centro de Formação e Aperfeiçoamento da Polícia Militar se apresenta como uma Unidade policial com encargo de formar e aperfeiçoar policiais militares para o exercício coerente e ético dentro da sociedade norteriograndense, objetivando educar o miliciano para o efetivo exercício da cidadania, reconhecendo, antes de tudo, esse profissional como um cidadão, sujeito a direitos e deveres sendo, indubitavelmente, provenientes de um convívio social, trazendo para a Corporação os anseios, características e ideologias do contexto no qual antes era totalmente inserido.
Portanto, a criação do CFAPM foi o estabelecimento de um marco dentro de uma cultura já estabelecida, cultura do “agora”, do “fast food”, que exige resultados imediatos. O referido Centro surge com o propósito de atender necessidades imediatas que conformarão uma realidade futura por um ideal presente, já que a formação deverá ser permanente e, a partir da saída dos formandos, que deixam a referida Escola novos contornos serão dados no exercício do poder de polícia por parte dos agentes encarregados da aplicação da lei, os antes de tudo, BRAVOS policiais militares.


Mário Anderson de Araújo Santos
Oficial da Polícia Militar do Estado do Rio Grande do Norte, Instrutor de Direitos Humanos no CFAPM e Estudante do 1° Período de Direito UERN/Natal.

A religião dos Africanos

A RELIGIÃO DOS AFRICANOS

1. OS POVOS AFRICANOS
Constitui povos africanos os pigmeus (mais antigos) refugiados nas densas florestas da África Congolesa, bosquímanos e hotentotes, ao sul de Angola, uma raça de pele clara aparentada com os berberes do Saara, na África do Norte, hebreus que ali chegaram por volta de 2000 a.C e árabes que se instalaram na região do Sudão e do Lago Tchad.
Assim, compreende-se a presença de elementos muito arcaicos, egípcios, asiáticos na cultura africana bem como um vago culto ao deus solar e o crescente culto dos mortos no aspecto religioso.
2. ELEMENTOS GERAIS DAS RELIGIÕES AFRICANAS
►O Ser Supremo: a noção de um ser supremo nas religiões africanas não é somente o mais elevado dos espíritos da natureza, e não se equipara ao deus da Bíblia, tem mais o sentido de uma potência suprema que um ser pessoal, nem sempre é o criador e as vezes aparece com filhos e esposa.
►As potências espirituais: estão abaixo do Ser Supremo e são mais ou menos espirituais e cuidam das coisas do mundo para o ser supremo.
►O demiurgo: um antepassado mítico (artífice) o fundador do povo, dos costumes, ofícios e ritos.
►Ritos de iniciação: São muito importantes e geralmente exigem provas duríssimas, mesmo sangrentas (mutilações).
►As danças: no seu ritmo e dinamismo dão a máxima expressão a todas as atividades do grupo humano
►Fetichismo: a prática do feitiço pelos povos africanos foi ligada a magia negra pelos portugueses, mas o importante, é a função dos curandeiros, que com artes próprias atendem como podem as necessidades de seus clientes (tratamento de enfermidades, incisões e aplicações de ervas).
►Culto: não possuem estatuas de deuses, tempos ou sacerdotes. Quando são encontrados atribui-se a influência do politeísmo do antigo Egito. Os sacrifícios de pequenos animais têm caráter de participação. O sangue das vítimas é oferecido aos orixás, como veículo da comunicação já que é considerado portador de vida.
►Moral: para o africano moral e religião são a mesma coisa pois tudo depende da atuação dos espíritos. As ações que prejudicam o grupo ou a natureza são punidas rigorosamente pela autoridade tribal e reparadas por ritos religiosos.
3. ELEMENTOS PARTICULARES
►Bosquímanos e Hotentotes: Adoram um espírito pessoal Tsuigoad (joelho ferido)
►Pigmeus: Noção de Ser Supremo como criador do mundo e do homem, pai providente e remunerador
►Bantus: Dá vários nomes ao Ser Supremo (Mulunga) e ainda forte culto dos antepassados e das potências naturais (mãe terra).
►Iorubá: Chamam o Ser Supremo de Olorum – dono do céu.
►Os povos pastores: (África oriental) Influência dos hebreus, cultuam um Deus único – Eng-ai.
►Os povos da África Central: guardam traços animistas e totemistas, são mais ou menos islamisados.
►Povos urbanos de cultura agrária: Tem tendências ao politeísmo com pequenos templos, sacerdotes, divinizando as forças da natureza, os rios e os antepassados.
4. MITOS
Os mitos que tratam da criação do mundo e do homem na tradição religiosa africana são muitos, mas são versões mutiladas ou adulteradas de um mito primordial. O Ser Supremo, favorável ao homem, mas obrigado a castigá-la por sua desobediência.
►O deus ocioso: O criador deixa entregue aos homens e as potências intermediários as coisas do mundo.
►As potências intermediárias: Decidem e são objetos de culto e de preces. São manifestações divinas, não são adorados, nem recebem sacrifício. Sua intervenção contudo é propiciada por manjares, sangue de vítimas, ritos de participação, danças e transes.
5. RELIGIOSODADE AFRICANA
Apesar de não fazer imagens do Ser Supremo, os povos africanos possuem lugares de culto como pequenas cavernas, altares junto aos caminhos, cumes de montanhas. As oferendas pedem saúde, vida, sucesso.
Muitos povos rezam diariamente, mas sentem-se mais à vontade na prece comunitária com danças e contos. Estes são pouco formais pois assumem o lugar da escritura. A tradição africana não tem texto sagrado, é na expressão oral e corporal que se entregam com dinamismo e eficácia.
Os ritos de passagem são levados muito a sério pois garantem boa integração na comunidade dos vivos, benevolência dos antepassados. Muitos são secretos com finalidade diversa: econômica, social, política.
6. ANTROPOLOGIA
A religião africana acredita no homem que pode viver alegrias terrenas apesar das calamidades do mundo. Crêem na vida após a morte, na reencarnação e evolução da existência. Acreditam que a realidade central do homem é um ser espiritual que sobrevive ao corpo e possui várias potências, umas vitais e outras intelectuais.
7. RELIGIÕES AFRO-BRASILEIRAS: RELIGIÃO DOS ORIXÁS
Até meados do século XX, os cultos afro-brasileiros eram assim chamados pois funcionavam apenas como ritos do estoque cultural dos diferentes grupos étnicos negros que compunham a população dos antigos escravos e seus descendentes. As religiões “negras” no Brasil foram organizadas recentemente. Formavam-se em diferentes regiões e estados do país e em diferentes momentos de nossa história tendo assim, adotado formas rituais e versões mitológicas diversas, derivadas de várias tradições africanas:
►Candomblé – na Bahia
►Xangô – Pernambuco e Alagoas
►Tambor de mina – Maranhão e Pará
►Batuque – Rio Grande do Sul
►Macumba – depois Umbanda – Rio de Janeiro

Candoblé
Magia e ritual onde não há idéia de salvação da corrupção do pecado, não se nega este mundo em busca do outro, eterno, no além. No Candomblé se busca a interferência concreta do sobrenatural neste mundo presente, através da manipulação de forças sagradas, a invocação das potências divinas e os sacrifícios oferecidas as diferentes divindades, os chamados orixás.
O Candomblé acredita na pluralidade de deuses com diferentes poderes e diferentes funções na vida humana, além de diferentes exigências a seus adeptos. Não é uma religião ética como o cristianismo, sendo desprovida de moralidade, não se interessando em censurar, punir e corrigir os seres humanos por suas faltas e fraquezas. Assim, as regras de comportamento se referem aos rituais. Não existe pecado e distinção de bem ou mal depende da relação entre cada seguidor e seu deus pessoal – o orixá, o senhor de sua “cabeça”, deus a quem pertence sua mente e cujos traços de personalidade e comportamento herda e procura imitar qualidades ou defeitos pois nenhum orixá é inteiramente bom ou mau.
Na África registra-se o culto a 400 orixás, enquanto no Brasil, apenas uns 20 sobreviveram. Cada orixá deve reger e controlar as forças da natureza assim como certos aspectos da vida humana e social. Cada um conta um símbolo, roupas, cores da roupa e das contas, determinados objetos e adereços, batidas de atabaque e canções características, bebidas e alimentos, animais sacrificados. Cada um tem um grito de saudação dirigido somente a ele.
De tradição oral, o Candomblé tem uma série de narrativas míticas que fornece padrões de comportamento que modelam, ajustam, confirmam e legitimam o comportamento dos fiéis.
ORIXÁS
►Exu: guardião das encruzilhadas e da entrada das casas.
►Ogum: deus da guerra, da metalurgia e tecnologia.
►Oxossi: da caça, deus da fauna.
►Ossaim: da vegetação, deus das folhas.
►Oxumaré: do arco-íris
►Obaluaiê: da varíola, da peste, pragas e doenças, da cura.
►Xangô: do trovão, deus da justiça.
►Iansã: do relâmpago, dona dos espíritos, dos mortos.
►Obá: da água, deusa do trabalho doméstico e do poder da mulher.
►Oxum: das águas doces e do ouro, deusa do amor e da fertilidade.
►Logum Edê: dos rios dentro das florestas.
►Iemanjá: das grandes águas, dos mares e oceanos, a grande mãe, deusa da maternidade.
►Nanã: da lama do fundo das águas.
►Oxaguiã: da criação da cultura material da sobrevivência.
►Oxalufã ou Obatalá: da criação da humanidade.

Umbanda, a “religião brasileira”
A Umbanda surgiu na década de 20, no rio de Janeiro e se propagou por todo o Brasil pelas cidades mais desenvolvidas, especialmente região sudeste. Seu início teve um caráter universal e não demorou a assumir-se como religião aberta a todos os brasileiros, mostrou-se multiétnica, com forte presença de brancos. Destaca-se no grupo dos cultos afros por ter menor as “raízes”, as marcas africanas originais. Dispensa nos rituais o uso das línguas africanas e evita os sacrifícios de sangue e os processos iniciáticos demorados e caros.
Pode ser chamada de religião brasileira pois tornou-se conhecida de intelectuais, acadêmicos, e estudiosos em geral, mas também por ser resultado do encontro cultural de diversas crenças e tradições religiosas africanas,católica, hindu-cristão trazido pelo espiritismo kardecista de origem européia.
Os orixás do Candomblé são mais poderosa matriz negra da Umbanda. Nos rituais da Umbanda “baixam espíritos característicos do espiritismo, espíritos de índios brasileiros (os caboclos) espíritos de negros escravos (os pretos velhos) são os chamados guias, inferiores aos orixás, agrupados em linhas segundo a origem étnica, afinidades psicológicas e profissionais, elementos da natureza, os estágios da evolução espiritual em que se encontram, a idade.
Além dos guias, espíritos de luz, a Umbanda reconhece espíritos das trevas, em baixa escala de evolução espiritual – os exus, identificados na Umbanda com os demônios da mitologia cristã. Os femininos são chamados de Pombagiras, pertencem à quimbanda, lado oculto da Umbanda, dedicado a “fazer feitiço” quando solicitado.
A Umbanda detém grande sincretismo religioso mais com o espiritismo kardecista e menos com as origens afros, cada vez mais híbrida e brasileira.
Entre ser uma religião ética, preocupada com a conduta moral e ser uma religião estritamente ritual, voltada para a manipulação mágica do mundo, a Umbanda escolheu o caminho do meio. Isto lhe fez conquistar sua autonomia e está presente em todas as regiões do Brasil.

sexta-feira, 16 de março de 2007

Felicidade

Felicidades

Alguém um dia já ouviu a canção : “Tristeza não tem fim, felicidade sim!” Não sei se a canção traduz uma verdade. O certo que sei é que não podemos nos deixar levar pelas coisas transitórias da vida, deixar passar o que é passageiro é dificil, isso porque o passa rápido vem sempre acompanhado de um sabor que sempre nos chega a trair. Voçê já notou os fogos de artificios como é bom nas noites de fim de ano, o seu brilho, e a quantide de fogos que as pessoas soltam, só tem um problema eles são artificiais, bem diferente dos fogos encontrados na fogueira que nos fazemos pra aquecer, nas noites de São João, onde encontramos uma magia própria e natural que neste fogo, e o que isso tem a ver com felicidade? você deve estar me perguntando! Tem tudo a ver o fogo artificial é fácil de fazer vai na loja compra e depois com uma simples faísca de fogo se soltar aos montes, muito barulho mas logo passa e não aquece, o fogo natural da fogueira da mais trabalho tem que cortar a lenha, preparar o lugar e tem todo o trabalho pra acende-la, é assim com a felicidade pra ser duradoura tem quer ter trabalho, luta e conquistas para conquista-la e tem mais não é qualquer madeira que uma boa fogueira, assim não qualquer sonho que traz felicidade, quando soltar fogos na noite de ano lembre-se eles são passageiro e trazem muita ilusão, são bonitos é claro porém, não tem a força de um fogo natural, busque sua felicidade no que há de mais duradouro.
Para os amigos Naldo e Tatiane , Marcos e Ana Paula, Winston e Nina
Paulo Medeiros

segunda-feira, 5 de março de 2007

Definições, Religiões e Filosofia

VEJA AGORA ALGUNS CONCEITOS SOBRE RELIGIÕES E TEMAS LIGADOS A FILOSOFIA.
COSMOLOGIA

(do grego kosmos: mundo, e logos, ciência, teoria) Conjunto das teorias científicas que tratam das leis ou das propriedades da matéria em geral ou do universo. Toda cosmologia supõe a possibilidade de um conhecimento do mundo como sistema e de sua expressão num discurso. Por isso, a imagem do sistema do mundo é determinante para toda filosofia que se pretende sistemática. O postulado de uma totalização do mundo, pelo saber, revela-se indispensável a uma eventual totalização do próprio saber... Observemos que toda cosmologia supõe a possibilidade de um conhecimento do mundo como sistema e de sua expressão num discurso sistemático. O postulado de uma totalização do mundo pelo saber é indispensável para que se opere a totalização do próprio saber. Por isso,o fato de uma filosofia constituir-se num sistema do mundo torna-se evidente quando possuímos uma imagem do mundo que é a de uma totalidade fechada, finita e hierarquizada. O mesmo não ocorre quando possuímos uma imagem do universo infinita, sem ordem e descentrada, como a copernicano-galileana.


JAPIASSÚ, H. e MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia.. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 2001. pg 57

NATURALISMO


Concepção filosófica que não admite a existência de nada que seja exterior à natureza, reduzindo a realidade ao mundo natural e a nossa experiência deste. O naturalismo recusa, portanto, qualquer elemento sobrenatural ou princípio transcendente. Mesmo a moral deveria basear-se nos princípios que regem a natureza, tomados como fundamentos das regras e preceitos de conduta, tal como, p. ex., no epicurismo e no estoicismo.

JAPIASSÚ, H. e MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 2001. pg 192

MATERIALISMO


1. Na filosofia clássica (sobretudo no atomismo, epicurismo e estoicismo), doutrina que reduz toda realidade à matéria, embora o próprio conceito de matéria possa variar bastante, bem como variam as respostas às muitas dificuldades geradas por esta concepção. De modo geral, portanto, o materialismo nega a existência da alma ou da substancia pensante cartesiana, bem como a realidade de um mundo espiritual ou divino cuja existência seria independente do mundo material. O próprio pensamento teria uma origem material, como um produto dos processos de funcionamento do cérebro. No inicio do pensamento moderno, o desenvolvimento da física gerou uma concepção materialista conhecida como mecanicismo, que procurava uma explicação científica do real baseada exclusivamente em mudanças quantitativas na matéria. Ver dualismo; fenomenalismo,; imaterialismo. Oposto a espiritualismo, idealismo.

JAPIASSÚ, H. e MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 2001. pg 176

APEIRON

Termo grego utilizado por Anaximandro para designar “aquilo que não tem limiar, extremidade ou limite”, sendo considerado, pois, como “infinito” e “imenso”, como principio original dos seres, tanto de seu aparecimento quanto de sua dissolução.


JAPIASSÚ, H. e MARCONDES D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro; Jorge Zohar Editor, 2001. pg 13

CIÊNCIA

(lat. Scientia: saber, conhecimento) 1. Em seu sentido amplo e clássico, a ciência é um saber metódico e rigoroso, isto é, um conjunto de conhecimentos metodicamente adquiridos, mais ou menos sistematicamente organizados, e suscetíveis de serem transmitidos por um processo pedagógico de ensino. 2. Mais modernamente, é a modalidade de saber constituída por um conjunto de aquisições intelectuais que tem por finalidade propor uma explicação racional e objetiva da realidade. Mais precisamente ainda: é a forma d conhecimento que não somente pretende apropriar-se do real para explicá-lo de modo racional e objetivo, mas procura estabelecer entre os fenômenos observados relações universais e necessárias, o que autoriza a previsão de resultados (efeitos) cujas causas podem ser detectadas mediante procedimentos de controle experimental.


JAPIASSÚ, H. E MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 2001. pg 43

ONTOLOGIA

(gr. To on: o ser, logos: teoria) Termo introduzido pelo filósofo alemão Rudolph Goclenius, professor da Universidade de Marburg, em se Lexicon Philosophicum (1613), designando o estudo da questão mais geral da metafísica, a do “ser enquanto ser”; isto é, do ser considerado independentemente de suas determinações particulares e naquilo que constitui sua inteligibilidade própria. Teoria do ser em geral, da essência do real O termo “ontologia” aparece no vocabulário filosófico por vezes como sinônimo de metafísica. ...Distingue-se ainda, ontológico, que se refere ao ser em geral, de ôntico, que se refere ao ser em particular.

JAPIASSÚ, H. e MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro. Jorge Zahar Editor, 2001. pg 201

TEOREMA
(PITÁGOAS)

(do lat. tardio do gr. theorema) Em uma teoria axiomática (geometria, aritmética, lógica etc) em geral, uma proposição que pode ser demonstrada tomando-se como base os axiomas, ou seja, que resulta de uma dedução válida cujas premissas são os axiomas da teoria. Uma vez demonstrado o teorema, este pode servir para demonstração de novos teoremas. Ex.: Teorema de Pitágoras ( em um triângulo retângulo, o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos).

JAPIASSÚ, H. e MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 2001. pg 259

TEORIA

(fr. théorie, do lat e do gr. theoria) 1. Na acepção clássica da filosofia grega, conhecimento especulativo, abstrato, puro, que se afasta do mundo da experiência concreta, sensível. Saber puro, sem preocupação prática. 2. Modelo explicativo de um fenômeno ou conjunto de fenômenos que pretende estabelecer a verdade sobre esses fenômenos, determinar sua natureza. Conjunto de hipóteses sistematicamente organizadas que pretende, através de sua verificação, confirmação, ou correção, explicar uma realidade determinada. Ex.: a teoria da relatividade de Einstein.

JAPIASSÚ, H. E MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de janeiro; Jorge Zahar Editor, 2001. pg 260

LOGOS

(do gr. legein: falar, reunir) 1. Conceito central da filosofia grega que possui inúmeras acepções em diferentes correntes filosóficas, variando às vezes no pensamento de um mesmo filósofo. Na língua grega clássica equivale a “palavra”, “verbo”, “sentença”, “discurso”, “pensamento”, “inteligência’, “razão”, “definição”, etc. Supõe-se que em seu sentido etimológico originário de !reunir”, “recolher”, estaria contido o caráter de combinação, associação e ordenação do logos, que daria assim sentido às coisas.

JAPIASSÚ, H. e MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 2001. pg 167
DIALÉTICA

(lat. dialectica. do gr. dialektike: discussão) em nossos dias, utiliza-se bastante o termo “dialética” para se dar uma aparência de racionalidade aos modos de explicação e demonstração confusos e aproximativos. Mas a tradição filosófica lhe dá significados bem precisos. 1. Em Platão, a dialética é o processo pelo qual a alma se eleva, por degraus, das aparências sensíveis às realidades inteligíveis ou idéias... 2. Em Aristóteles, a dialética é a dedução feita a partir de premissas apenas prováveis. ...3. Em Hegel, a dialética é um movimento racional que nos permite superar uma contradição. Não é um método, mas um movimento conjunto do pensamento e do real ...4. Marx faz da dialética um método. Insiste na necessidade de considerarmos a realidade socioeconômica de determinada época como um todo articulado, atravessado por contradições específicas, entre as quais a da luta de classes. ...

JAPIASSÚ, H. e MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 2001. pg 70

CETICISMO

(do gr. skeptkós: aquele que investiga) 1. Concepção segundo a qual o conhecimento do real é impossível à razão humana. Portanto, o homem deve renunciar à certeza, suspender seu juízo sobre as coisas e submeter toda afirmação a uma dúvida constante. Oposto a dogmatismo.

JAPIASSÚ, H. e MARCONDES., D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 2001, 41

MANIQUEISMO

(do lat. Tardio manichaeus, do gr. tardio manichaios, de Manichaios: Maniqueu, do persa Manes, o fundador da seita) 1. doutrina criada por manes (séc. III) que se difundiu pelo Império romano e pelo ocidente cristão, florescendo nesse período.combina elementos do zoroastrismo, antiga religião persa e de outras religiões orientais, além do próprio cristianismo. Mantém uma visão dualista radical, segundo a qual encontram-se no mundo as forças do bem ou da luz, ou do mal, ou da escuridão, consideradas princípios absolutos, em permanente e eterno confronto. O maniqueísmo teve grande influencia nos primórdios do cristianismo, sendo combatido por santo Agostinho, que inicialmente o havia adotado. 2. Em um sentido genérico, “visão maniqueísta” é aquela que reduz a consideração de uma realidade a uma oposição simplista entre algo que representaria o bem e algo que representa o mal.

JAPIASSÚ, H. e MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 2001. pg 172

COSMOGONIA

(gr. kosmogonia: criação do mundo) Teoria sobre a origem do universo, geralmente fundada em lendas ou em mitos e ligada a uma metafísica. Em sua origem, designa toda explicação da formação do universo e dos objetos celestes. Atualmente, designa as explicações de caráter mítico. Ex.: as cosmogonias pré-socráticas de Tales de Mileto, Anaximandro, Empédocles etc.

JAPIASSÚ, H. E MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 2001. pg. 57

METAFÍSICA

1. O termo “metafísica” origina-se do título dado por Andrõnico de Rodes, principal organizador da obra de Aristóteles, por volta do ano 50 ªC., a um conjunto de textos aristotélicos – ta meta ta physiká – que se seguiu ao tratado da física, significando literalmente “após a física”, e passando a significar depois, devido a sua temática, “aquilo que está além da física, que a transcende”.
2. Na tradição clássica e escolástica a metafísica é a parte mais central da filosofia, a ontologia geral, o tratado do ser enquanto ser. A metafísica define-se assim como filosofia primeira, como ponto de partida do sistema filosófico, tratando daquilo que é pressuposto por todas as outras partes do sistema, na medida em que examina os princípios e causas primeiras, que se constitui como doutrina do ser em geral, e não de suas determinações particulares; inclui ainda a doutrina do Ser Divino ou Ser supremo.
- Metafísica é o título da obra de Aristóteles constituída de doze tratados onde ele discute o problema do conhecimento e a noção de filosofia, introduzindo e conceituando algumas das noções mas centrais de filosofia como substância, essência e acidente, necessidade e contingência, verdade e etc. Teve grande influência no desenvolvimento da tradição filosófica a partir do século XIII, quando a obra de Aristóteles é reintroduzida no ocidente.

JAPIASSÚ, H. e MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de janeiro, Jorge Zahar Editor, 2001. pg 180

GRAÇA

(latin. gratia: favor) 1. Na linguagem teológica, dom gratuito concedido por Deus a um crente concernente à sua salvação, à remissão de seus pecados ouà sua constância na provação – graça natural, quando o eleva ao estado sobrenatural; graça atual, quando lhe permite praticar o bem e evitar o mal. Foi a propósito da graça que se desenvolveu a querela da casuística.

JAPIASSÚ, H. e MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2001. pg 118


SUBSTÂNCIA

(lat. substantia) 1. Aquilo que é em si mesmo, a realidade de algo como suporte dos atributos, qualidades, acidentes. ...para alguns filósofos como Spinoza, só Deus propriamente é uma substância. ...para Descartes, “porque dentre as coisas criadas algumas são de tal natureza que não podem existir sem outras, nós as distinguimos daquelas que só têm necessidade do concurso ordinário de Deus, denominando estas de substâncias e aquelas de qualidades ou atributos dessas substâncias” (princípios da filosofia 1, 51). 2. Para Aristóteles, a substância é a categoria mais fundamental sem a qual as outras não podem existir. P. ex.: só pode existir a cor branca se existir uma coisa que seja branca. ...3. Aristóteles e os escolásticos distinguem a substância primeira (ousia proté) da substância segunda (ousia deutera). A substância primeira é o sujeito do qual se afirma ou nega algum predicado e que não é, ele mesmo, como tal, predicado de nada. A substância segunda é uma abstração, o tipo geral, aquilo que caracteriza uma classe de objetos, p. ex., homem, cavalo, pedra.

JAPIASSÚ, H.e MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2001. pg 255

MAIÊUTICA

(do gr. maieutiké: arte do parto) 1. No Teeteto, Platão mostra Sócrates definindo sua tarefa filosófica por analogia à de uma parteira (profissão de sua mãe), sendo que, ao invés de dar à luz crianças, o filósofo dá à luz idéias. O filósofo deveria, portanto, segundo Sócrates, provocar nos indivíduos o desenvolvimento de seu pensamento de modo que estes viessem a superar sua própria ignorância, mas, através da descoberta, por si próprios, com o auxilio do “parteiro”, da verdade que trazem em si. 2. Equanto o método filosófico praticado por Sócrates, a maiêutica consiste em um procedimento dialético no qual Sócrates, partindo das opiniões que seu interlocutor tem sobre algo, procura faze-lo cair em contradição ao defender seus pontos de vista, vindo assim a reconhecer sua ignorância a cerca daquilo que julgava saber. A partir do reconhecimento da ignorância, trata-se de então de descobrir, pela razão, a verdade que temos em nós. Ver dialética, reminiscência e método. 3. O modelo pedagógico conhecido como “Socrático” inspira-se na maiêutica como forma de ensinar os indivíduos a descobrirem as coisas por eles mesmos.

JAPIASSÚ, H. e MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de janeiro, Jorge Zahar Editor, 2001. pg 171
SOFISTAS

Por este termo entendemos um grande número de pensadores gregos que passaram a comercializar a filosofia. Assim como os filósofos anteriores preocupados com a busca da Verdade representavam razão, os sofistas, a serviço de outros interesses, eram agentes da anti-razão. Para eles, o essencial, todo o esforço intelectual tinha por fim algum lucro imediato; vencer um adversário, ganhar uma causa judicial, convencer um auditório. Para isto, tudo era válido. A única norma lógica e intelectual era o êxito.Dentre os principais sofistas destacaram-se Górgias, Protágoras e Hípias de Elida. Das principais obras dos sofistas só chegaram até nós fragmentos, muitas vezes citados através de seus adversários, como Platão.

TELES, A. Xavier. Introdução ao Estudo de Filosofia. S. Paulo; Editora Ática, 1974. pg 32

IOGA

(do sânscrito yoga: junção, unificação) sistema filosófico da Índia, preconizando todo um conjunto de práticas corporais e exercícios físicos suscetíveis de permitir ao indivíduo, mediante exercícios de controle de si a ascese moral e a meditação, libertando-se afim de realizar a unidade de sua essência própria, seu “estado perfeito” ou “contemplativo”.


JAPIASSÚ H. e MARCONDES D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro; Jorge zahar Editor, 2001. pg 147

MORAL

(lat. moralis, de mor-, mos: costume) 1. Em um sentido amplo, sinônimo de ética como teoria dos valores que regem a ação ou conduta humana, tendo um caráter normativo ou prescritivo. Em um sentido mais estrito, a moral diz respeito aos costumes, valores e normas de conduta específicos de uma sociedade ou cultura, enquanto que a ética considera a ação humana do seu ponto de vista valorativo e nomativo, em um sentido mais genérico e abstrato. 2. Pode-se distinguir entre uma moral do bem, que visa estabelecer o que é o bem para o homem – a sua felicidade, realização, prazer etc, e como se pode atingi-lo – e uma moral do dever, que representa alei moral como um imperativo categórico, necessária, objetiva e universalmente válida: “o dever é uma necessidade de se realizar uma ação por respeito à lei” (Kant) Segundo Kant a moral é a esfera da razão prática que responde à pergunta: “o que devemos fazer?”.

JAPIASSÚ H. e MARCONDES D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 2001. pg 187
REMINISCÊNCIA
(lat. Tardio reminiscetia) Em um sentido genérico, lembrança ou recordação de algo. Em Platão (Ménon, Fédon), doutrina segundo a qual a alma, antes de sua encarnação no corpo teria tido contato direto com as formas que constituem o mundo inteligível, e delas se recordaria posteriormente quando já encarnada. A recuperação deste contato estaria na base da possibilidade do conhecimento e constituiria seu ponto de partida. Isso explicaria a possibilidade de termos um conhecimento prévio à experiência e independente dela, sendo portanto uma forma de inatismo ou apriorismo. Ver metempsicose; maiêutica; anamnese.


JAPIASSÚ H. e MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de janeiro; Jorge Zahar Editos, 2001. pg 234

SUBSTANCIALISMO

Doutrina que afirma a existência de uma substancia ou realidade autônoma composta de substancias, independente de nossa percepção ou conhecimento. Oposto a fenomenismo. Ver realismo; objetivismo.

JAPIASSÚ H. e MARCONDES D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 2001. pg 255

ESSÊNCIA
Aristóteles

É a unidade interna e indissolúvel entre uma matéria e uma forma, unidade que lhe dá um conjunto de propriedades ou atributos que a fazem ser necessariamente aquilo que ela é. Assim, p. ex., um ser humano é por essência ou essencialmente um animal mortal racional dotado de vontade, gerado por outros semelhantes a ele e capaz de gerar outros semelhantes a ele, etc.

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. S. Paulo, Editora Ática, 2001. pg 220

TELEOLOGIA

(do gr. telos: fim, finalidade, e logos: teoria, ciência) Termo empregado por Christian Wolff para designar a ciência que estuda os fins, a finalidade das coisas, constituindo, assim, seu sentido, em oposição à consideração de suas causas ou de sua origem. Concepção segundo a qual certos fenômenos ou certos tipos de comportamento não podem ser entendidos por apelo simplesmente a causas anteriores, mas são determinados pelos fins ou propósitos a que se destinam.

JAPIASSÚ H. e MARCONDES D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editos, 2001. pg 258

DEUS

(lat. Deus) 1. Para o crente, Deus é o Ser transcendente e perfeito, criador do Universo e, segundo os dogmas, responsável por tudo que nele acontece (Providência). Para o descrente, Deus é uma ilusão antropomórfica construída a partir de uma extensão ao infinito das qualidades humanas, em cuja origem reside, segundo os pontos de vista, na necessidade de se ter segurança ou num estado de afetividade que vai até a patologia. Ver ateísmo. 2. No pensamento filosófico, Deus é um absoluto visado numa fé, num sentimento interior, não constituindo o objeto de um ser racional. Não se trata do Deus criador dos teólogos, mas da razão última da harmonia das coisas. Porque a máquina complexa do mundo exige um relojoeiro, e sua perfeição supõe um ser perfeito. ..para a concepção teísta, Deus é um Ser absoluto, princípio da existência, ser em si e por si, pessoal e distinto do mundo, considerado como onipotente, onisciente, imutável, eterno (e outros atributos), como princípio de inteligibilidade e de verdade, como princípio de perfeição moral, de amor, de soberana bondade, de justiça suprema, devendo ser objeto de um amor total por parte dos homens. Para a concepção pantísta, Deus é o Ser supremo imanente (não transcendente) à Natureza, isto é, substancialmente idêntico ao mundo: Deus sive Natura, dizia Spinoza.

JAPIASSÚ H. e MARCONDES D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 2001. pg 68,69

ÉTICA

(gr. ethike, de ethikós: que diz respeito aos costumes) Parte da filosofia prática que tem por objetivo elaborar uma reflexão sobre os problemas fundamentais da moral (finalidade e sentido da vida humana, os fundamentos da obrigação e do dever, natureza do bem e do mal, o valor da consciência moral, etc.), mas fundada no mundo metafísico do conjunto das regras de conduta consideradas como universalmente válidas. Diferentemente da moral, a ética está mais preocupada em detectar os princípios de uma vida conforme a sabedoria filosófica, em elaborar uma reflexão sobre as razôes de se desejar a justiça e a harmonia e sobre os meios de alcança-las. A moral está mais preocupada na construção de um conjunto de prescrições destinadas a assegurar uma vida em comum justa e harmoniosa. Ver moral.

JAPIASSÚ H. e MARCONDES D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor, 2001. pg 93

POLÍTICA

(lat. Politicus, do gr. politikós) Tudo aquilo que diz respeito aos cidadãos e ao governo da cidade, aos negócios públicos. A filosofia política é assim a análise filosófica da relação entre os cidadãos e a sociedade, as formas de poder e as condições em que este se exerce, os sistemas de governo, e a natureza, a validade e a justificação das decisões políticas. Segundo Aristóteles, o homem é um animal político, que se define por sua vida na sociedade organizada politicamente. Em sua concepção, e na tradição clássica em geral, a política como ciência pertence ao domínio do conhecimento prático e é de natureza normativa, estabelecendo os critérios da justiça e do bom governo, e examinando as condições sob as quais o homem pode atingir a felicidade (o bem-estar) na sociedade, em sua essência coletiva.

JAPIASSÚ, H. e MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 2001. pg 215

EUDEMONISMO

(do gr. eudaimonia: felicidade) Doutrina moral segundo a qual o fim das ações humanas (individuais e coletivas) consiste na busca da felicidade através do exercício da virtude, a única a nos conduzir ao soberano bem, por conseguinte, à felicidade. É essa identificação do soberano bem com a felicidade que faz da moral de Aristóteles um eudemonismo; também a moral provisória de Descartes por ser entendida como um eudemonismo (não se deve confundir com hedonismo).

JAPIASSÚ, H. e MARCONDE, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 2001. pg 94

VIRTUDE

(lat. virtus) 1. Em seu sentido originário, o termo designa uma qualidade ou característica de algo, uma força ou potência que pertence à natureza de algo. Esse sentido permanece na expressão “em virtude de”, p. ex, “em virtude do mau tempo o espetáculo foi cancelado”. 2. Em um sentido ético, a virtude é uma qualidade positiva do indivíduo que faz com que ele aja de forma a fazer o bem para si e para os outros. Platão considerava a virtude como inata, como uma qualidade que o indivíduo traz consigo e que, portanto, não pode ser ensinada (Ménon). Contrariamente a Platão Aristóteles considerava que a virtude podia ser adquirida, sendo na realidade resultado de um hábito: “a virtude é uma disposição adquirida voluntariamente, consistindo, em relação a nós, em uma medida, definida pela razão conforme a conduta de um homem que age refletidamente. Ela consiste na medida justa entre dois extremos, um pelo excesso, outro pela falta” (ética a Nicómano, 6). Oposto a vício. 3. Na filosofia moderna, a palavra “virtude” passou a designar a força da alma ou do caráter. Nesse sentido moral, designa uma disposição moral para o bem: “a virtude é a força de resolução que o homem revela na realização de seu dever” (Kant). As virtudes designam formas particulares dessa disposição para o bem: a coragem, a justiça. A lealdade.

JAPIASSÚ, H. e MARCONDES, D. Dicionário Básico de Filosofia. Rio de Janeiro; Jorge Zahar Editor, 2001. pg 271
FORMA

È o que individualiza e determina uma matéria, fazendo existir as coisas ou os seres particulares; sua principal característica é ser aquilo que uma essência é num determinado momento, pois a forma é o que atualiza as virtualidades contidas na matéria.

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo; Editora Ática, 2001. pg 220

ESSÊNCIA

È a unidade interna e indissolúvel entre uma matéria e uma forma,unidade que lhe dá um conjunto de propriedades ou atributos que a fazem ser necessariamente aquilo que ela é. Assim, por exemplo, um ser humano é por essência ou essencialmente um animal mortal racional dotado de vontade, gerado por outros semelhantes a ele e capaz de gerar outros semelhantes a ele, etc.

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo; Editora Àtica, 2001. pg 220

ACIDENTE

É uma propriedade ou atributo que uma essência pode ter ou deixar de ter sem perder seu ser próprio. Por exemplo, um ser humano é racional ou mortal por essência, mas é alto ou baixo, gordo ou magro, negro ou branco, por acidente. A humanidade é a essência essencial (animal, mortal, racional, voluntário), enquanto o acidente é o que é, existindo ou não existindo, nunca afeta o ser da essência (magro, gordo, alto, baixo, negro, branco). A essência é o universal; o acidente, o particular.

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo; Editora Ática, 2001. pg 220

ATO

É a atualidade de uma matéria, isto é, sua forma num dado instante do tempo; o ato é a forma que atualizou uma potência contida na matéria. Por exemplo, a árvore é o ato da semente, o adulto é o ato da criança, a mesa é o ato da madeira, etc. Potência e matéria são idênticos. Assim como forma e ato são idênticos. A matéria ou potência é uma realidade passiva que precisa do ato e da forma, isto é, da atividade que cria os seres determinados.

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo; Editora Ática, 2001. pg 220
POTENCIA

É o que está contido numa matéria e pode vir a existir, se for atualizado por alguma causa; por exemplo, a criança é um adulto em potência ou um adulto em potencial; a semente é a árvore em potência ou potencial.

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo; Editora Ática, 2001. pg 220

MATERIA

É o elemento de que as coisas da Natureza, os animais, os homens, os artefatos são feitos; sua principal característica é possuir virtualidades ou conter em si mesma possibilidades de transformação, isto é, de mudança.

CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo; Editora Ática, 2001. pg 220

CONFUCIO
(551-479 a.C.) Foi o fundador da primeira escola filosófica na China. Seu pai era governador do pequeno reino de Lu. Desde cedo, apresentou notável inteligência. Dedicou toda sua vida a ensinar ao povo e aos príncipes como viver individual e coletivamente com sabedoria. Suas aulas contavam com um auditório de até 3000 discípulos. A doutrina de Confúcio acha-se codificada no que foi chamado de os livros clássicos. O primeiro deles é o Ta-hio – “Grande Estudo” ; o segundo é o Tsung- Yung – “Invariabilidade do meio” ; o terceiro é o Lun-Yu – “ Discussões Filosóficas”.
Os temas principais deste trabalho se resumiam em:
a) estudar a conduta do homem;
b) legislar para uma sociedade perfeita;
c) acolher e respeitar as tradições.

TELES, Antônio Xavier. Introdução ao Estudo da Filosofia. São Paulo; Editora Ática, 1974. pg 56

FILOSOFIA

A palavra filosofia é grega. É composta por duas outras: Philo deriva-se de philia, que significa amizade, amor fraterno, respeito entre os iguais; Sophia quer dizer:sabedoria e dela vem a palavra sophos, sábio.
Filosofia significa, portanto, amizade pela sabedoria, amor e respeito pelo saber. Filósofo: o que ama a sabedoria, tem amizade pelo saber, deseja saber.
Assim, Filosofia indica um estado de espírito, o da pessoa que ama, isto é, deseja o conhecimento, o estima, o procura e o respeita. Atribui-se ao filósofo grego Pitágoras de Samos (século V a. C.) A invenção da palavra Filosofia. Pitágoras teria afirmado que a sabedoria plena e completa pertence aos deuses, mais que os homens pode deseja-la ou amá-la, tornando-se filósofos.
A filosofia, entendida como aspiração ao conhecimento racional, lógicoe sistemático da realidade natural e humana, dá origem e causas do mundo e de suas transformações, da origem e causas das ações humanas e do próprio pensamento, é um fato tipicamente grego.

CHAUÍ, Marilena. Convite à Filosofia. São Paulo; Editora Ática, 2001. pgs. 19-20

NIRVANA

“Extinção”, “Apagamento”. É a meta da prática espiritual. Não deve ser entendida como aniquilação, mas sim como entrada em outra forma de existência. Psicologicamente, é um estado de grande liberdade e espontaneidade. “O nirvana nos ensina que já somos aquilo que queremos nos tornar”, diz o monge vietnamita Thich Nhat Hanh.

REVISTA SUPER INTERESSANTE. Edição 174; Editora Abril, Março 2002. Pg 41

CARMA

“Ação”. É a lei de causa e efeito que rege o universo. Não significa destino no sentido fatalista, mas sim o que recai sobre cada um como resultado do seu comportamento.

REVISTA SUPER INTERESSANTE. Edição 174, Editora Abril; Março 2002. Pg 41

BODHISATVA

Ser que aspira a condição de Buda pela prática das seis perfeições e que se compromete a abrir mão do nirvana até que tenha levado todos os seres sensíveis à iluminação. É o ideal do caminho mahayana.

REVISTA SUPER INTERESSANTE. Edição 174. Editora Abril; Março 2002. Pg 41

ALMA
(Do latin anima) 1. princípio de vida. 2. Filos. – Entidade a que se atribuem, por necessidade de um principio de unificação, as características essenciais à vida (do nível orgânico às manifestações mais diferenciadas da sensibilidade) e ao pensamento: as faculdades da alma. 3. Principio espiritual do homem concebido como separável do corpo e imortal. 4. O conjunto das funções psíquicas e dos estados de consciência do ser humano que lhe determina o comportamento, embora não tenha realidade física ou material. 5. Sede dos afetos, dos sentimentos e das paixões.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro; Editora Nova Fronteira, 1986 pg 88

VEDAS

(Do sânscrito veda, “conhecimento”) Conjunto de textos sagrados – hinos laudatórios, formas sacrificiais, encantações, receitas mágicas – que constituem o fundamento da tradição religiosa e filosófica da Índia (do bramanismo e do hinduísmo).

FERREIA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro; Editora Nova Fronteira, 1986. pg 1757

UPANIXADE
(Do sânscrito: upanishad, “tratado filosófico”) Texto filosófico composto entre os séculos VIII e IV a. C., anexado ao Veda, e no qual se desenvolve a reflexão acerca do relacionamento entre Átmã e Brama; vedanta.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de janeiro; Editora Nova Fronteira, 1986. pg 1740

JAINISMO
(Do sânscrito, pelo inglês jainism) Escola heterodoxa da Índia, fundada por Maavira no século VI a. C., e caracterizada principalmente pela aceitação das doutrinas do carma e do ainsa, que levam a moral ascética extremamente severa, e pela oposição ao sistema de castas do bramanismo.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro; Editora Nova Fronteira, 1986. pg 981

BUDISMO
Sistema ético religioso e filosófico fundado por Siddharta Gautama, o Buda (Ásia Central, 563-483 a.C),
difundido por todo o leste asiático e que consiste fundamentalmente no ensino de como, pela conquista do mais alto conhecimento, se escapa da roda dos nascimentos e se chega ao nirvana.Por volta do século III separaram-se dois ramos diferentes do budismo: o budismo inaiana e o budismo maaiana.
O budismo inaiana, ramo ortodoxo, também chamado pequeno veículo que se espalhou pelo sul da Ásia. Budismo maaiana: ramo do budismo também chamado grande veículo, difundido principalmente por todo o norte da Ásia, e que se opõe ao budismo primitivo por considerar que, muito embora a aspiração final deva ser o nirvana, deva este, por compaixão, ser adiado, afim de que o sábio possa dedicar-se a ensinar aos outros o caminho da salvação.


FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de janeiro; Editora Nova Fronteira, 1986. pg.290-291

HINDUÍSMO

(De hindu + -ismo) Religião atual da maioria dos povos indianos, resultante de uma evolução secular do vedismo e do bramanismo, que se transformaram pela especulação filosofia e pela integração de cultos locais. Constitui o hinduísmo ampla manifestação cultural, expressando-se por uma riquíssima literatura de sentido poético-religioso, na qual se cristalizaram numerosos preceitos relativos à vida cotidiana e à organização social, e se desenvolveram através dos séculos, vários sistemas teológico-flosóficos.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro; Editora Nova Fronteira, 1986. pg. 896

HEBREU

(Do hebraico ibri, “aquele que atravessou” – o Eufrates ou o Jordão – pelo gr. hebraîos e pelo lat. Hebraeu) Indivíduo dos hebreus povo semita da antiguidade do qual descendem os atuais judeus.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro; Editora Nova Fronteira, 1986 . Pg 884

ZOROASTRISMO

Religião de Zoroastro ou Zaratustra, nascido na Medi, no século VII a. C., criador da casta dos magos e reformador do masdeísmo, do qual conservou a concepção dualística do Universo.

FERREIA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro; Editora Nova Fronteira, 1986. pg 1808

CONFUCIONISMO

Doutrina ética e política de Confúcio (Kung Fu-Tze), filósofo chinês (551-479 a. C.), e de seus seguidores, a qual por mais de dois mil anos constituiu o sistema filosófico dominante da China. Caracteriza-se por situar o homem e a experiência social e política da humanidade no centro da investigação, daí resultando a definição das relações humanas individuais em função das instituições sociais, principalmente da família e do Estado..

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro; Editora Nova Fronteira, 1986. pg. 452
MISTICISMO

1. Crença ou doutrina religiosa dos místicos. 2. Elemento místico de qualquer doutrina: o misticismo dos positivistas. 3. Disposição para crer no sobrenatural.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro; Editora Nova Fronteira, 1986. pg 1142

TAO
Segundo Confúcio é a lei eterna pela qual nos devemos dirigir: o caminho do céu. Segue-se o Tao quando se vive segundo a natureza e os costumes dos antepassados. Toda filosofia chinesa antiga deve ser entendida à luz da vida social da época, totalmente dominada: 1. pelo culto dos antepassados 2. pela estrutura patriarcal.
Segundo Lao-Tsé tudo deriva do Tao. Primordialmente o Tao produziu os dois princípios Yin (feminino e negativo) e Yang (masculino positivo). Da união desses dois princípios nasceram o céu e aterra, que deram origem a todas as coisa.

TELES, Antonio Xavier. Introdução ao Estudo de Filosofia. São Paulo; Editora Ática, 1974. pg 57-58

LAO-TSÉ

604 A 551 A. c. Foi contemporâneo de Confúcio e, apesar de seu desafeto, foi por ele, um dia, visitado. Era mais um racionalista do que um moralista. Ensinou a doutrina do Tao – a ordem imutável das coisas, à qual temos de nos sujeitar. A sabedoria concistia em deixar-se conduzir pelos acontecimentos passivamente. Foi, até certo ponto, contrário à educação do povo porque o tirava da simplicidade de da inocência. Ele dizia “o homem se oriente segundo a Terra, a Terra segundo o Céu, o Céu segundo o Tao e este segundo as suas leis eternas.

TELES, Antonio Xavier. Introdução ao Estudo de Filosofia. São Paulo; Editora Ática, 1974. pg 58

VIDA RETA

De acordo com a sabedoria das idéias contidas no pensamento. Isso é muito difícil. Geralmente pensa de um modo e vive de outro. (Uma das oito verdades ensinadas por Buda).

TELES, Antonio Xavier. Introdução ao Estudo de Filosofia. São Paulo; Editora Ática, 1974. pg 4
BUDA

Iluminado – Em 534 a.C, um jovem príncipe hindu, provavelmente de ascendência mongólica, chamado Sidarta Gautama, mais tarde denominado Buda – Iluminado. Depois de presenciar a morte e o sofrimento humano tomou uma decisão suprema. Abandonou tudo: a esposa, o filho recém nascido, a opulência do seu lar e saiu para meditar sobre o sentido da vida. Cavalgando seu cavalo branco Kanthaka atravessou o rio que separava o seu principado para nunca mais voltar.

TELES, Antonio Xavier. Introdução ao Estudo de Filosofia. São Paulo; Editora Ática, 1974. pg 44.

TALMUDE

Nome próprio derivado de um verbo hebraico cognato do acádico e do ugarítico, que tinha o sentido de “aprender” ‘estudar”. O substantivo comum desse verbo significa discípulo, no hebraico. O Talmude é uma coletânea de preceitos rabínicos de decisões legais e de comentários sobre a legislação mosaica. Nas escolas judaicas
européias, o Talmude representava o maior desafio aos estudiosos judeus que queriam dominar a piedade tipicamente judaica. É lamentável que eles sempre tenham preferido esses comentários, em lugar de suas próprias Sagradas Escrituras.

CHAMPLIN, R. N. e BENTES, J. M. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. São Paulo; Editora e Distribuidora Candeia, 1991. vol. 6 pg. 397/399

SHIVA
Esse é o grande deus do hinduísmo, objeto central da adoração da seita shivaite, ou saivá do hinduísmo.
Juntamente com o Brahma (o criador) e com Vishnu (o preservador), Shiva forma a tríade hindu. Por ser considerado o destruidor, Shiva representa esse aspecto da expectação e crença religiosa. Seu símbolo universal é a linga, o emblema da energia ativa criadora, em todos os aspectos da existência. Nandi, o touro, com freqüência aparece associado à sua adoraçãp. Porém, nos círculos de tendências mais filosóficas, ele é representado como o filósofo asceta, sentado em atitude contemplativa.

CHAMPLIN, R. N. e BENTES, J. M. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. São Paulo; Editora e Distribuidora Candeia, 1991. vol. 6 pg. 257

ZARATUSTRA

Esse é um nome original e não corrompido de Zoroastro, pai do zoroastrismo. Ele foi o fundador do zoroastrismo, algum tempo após 1000 a. C. Houve tempo em que esta foi a religião nacional do Irã. Nietzsche fez dele a personagem principal do seu poema, Zarathrustra.

CHAMPLIN, R. N. e BENTES, J. M. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. São Paulo; Editora e Distribuidora Candeia, 1991. vol. 6 pg. 878

VISHNU

Essa figura imaginária começou como uma divindade solar secundária, nos hinos védicos,; mas a sua estatura foi crescendo até ele tornar-se membro da elevada tríade divina hindu (Brahma, o criador; Shiva, o destruidor e Vishnu o preservador). O conceito central do visnuísmo é o da encarnação dessa divindade. Quando as coisa se tornam muito más, Vishnu sente ser necessário encarnar-se a fim de dar orientações aos homens.

CHAMPLIN, R. N. e BENTES, J. M. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. São Paulo; Editora e Distribuidora Candeia, 1991. vol. 6 pg. 820

AHURA-MAZDA

É o Bem Supremo, o Todo-Poderoso, que é a fonte, a inspiração e o alvo de toda bondade. Se alguém seguir esta vereda, estará dando o seu apoio à causa do bem. Trata-se da divindade do sistema religioso do Zoroastrismo.

CHAMPLIN, R. N. e BENTES, J. M. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. São Paulo; Editora e Distribuidora Candeia, 1991. vol. 6 pg. 903

SER
Aquilo que realmente é, em contraste com aquilo que está se tornando, ou que, potencialmente, pode ser, ou que está vindo à existência. Varias conotações são dadas à idéia de ser, como ser absoluto, aquilo que não pode ser modificado, ou aquilo que é perfeito. Parmnides supunha que o verdadeiro ser é imutável, e que qualquer modificação é ilusória, o que exprime a posição de várias religiões orientais. Platão permitia um tipo secundário de ser, característico do muno dos particulares (o nosso mundo e seus objetos). Os materialistas, por sua vez, estão certos de que o único ser que existe é este mundo de objetos materiais, que estão em constante estado de modificação.Aristóteles ensinava que a factualidade concretiza-se potencialmente. Ilustrava com um carvalho, que estava potencialmente na bolota. E isso demonstraria que o ser está sempre em mutação (tornar-se em algo). O real absoluto é aquilo que concretizou totalmente a sua própria potencialidade, ou seja a factualidade de toda sua existência. Os filósofos da idade média, seguindo orientação de Aristóteles, ensinavam que Deus é “factualidade pura” não havendo Nele qualquer potencialidade não concretizada. Ele é imutável e perfeito. É o Ser necessário e independente, visto ser a fonte originária de todos os demais seres, possuidor da vida em Si mesma. Deus não é um Ser, mas é o Ser-em-Si-mesmo. Existe por seu próprio ato puro (actus purus).


CHAMPLIN, R. N. e BENTES, J. M. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. São Paulo; Editora e Distribuidora Candeia, 1991. vol. 6 pg. 210

ÁTMÃ

Termo de origem incerta que, em seu uso mais antigo, significava “fôlego”, mas que veio a significar “o eu”. Nos Upanishades, significa “eu universal”, ou realidade final, sendo representado como bramá-átimã. Em uma das escolas filosóficas do hinduísmo, era através do conhecimento da identidade do indivíduo com brmá-átimã que se alcançaria a salvação, isto é, moksha. Essa escola filosófica chamada Shanckara. Nos primeiros tempos védicos o termo significava “vento, sopro, a natureza de uma coisa”. No bramanismo posterior e mais tarde, o vocábulo passou a significar “mente”, o consciente de um homem ou a alma de um homem. Além disso, veio a significar mente cósmica, consciência cósmica, ou alma do mundo (uma unidade no agregado cósmico das almas – purusha).

CHAMPLIN, R. N. e BENTES, J. M. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. São Paulo; Editora e Distribuidora Candeia, 1991. vol. 1 pg. 373

JIVA

Esse termo faz parte do Jainismo. Essa religião ensina um atomismo com a distinção entre a alma e o corpo. O Universo, bem como tudo quanto nele existe, seria composto de duas categorias em contraste. A Jiva englobaria aquilo que tem consciência própria; e a Ajiva compor-se-ia daquilo que é inconsciente, como a matéria bruta, o movimento, o repouso, o espaço e o tempo. A Jiva participa da porção imaterial da existência, uma porção que não está sujeita à dissolução, porém, seria perene independente da matéria.

CHAMPLIN, R. N. e BENTES, J. M. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. São Paulo; Editora e Distribuidora Candeia, 1991. vol. 3 pg. 510

BON
É uma religião chamanista praticada no Tibet, antes da entrada do budismo obsedada por demônios. Nessas religiões é comum a crença na possessão de algum espírito, como fonte da maioria dos males e dificuldades dos homens

CHAMPLIN, R. N. e BENTES, J. M. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. São Paulo; Editora e Distribuidora Candeia, 1991. vol. 6 pg. 850

NAGARJUNA

Filósofo budista do século II a. C. fundador da Escola Mahyamaka, ou Escola do Caminho do Meio da filosofia budista mahayana, ele foi um dos “dialéticos” mais diabolicamente argutos da história da filosofia. Em sua obra principal, Versos Fundamentais sobre o Caminho do Meio, ele lançou um ataque mordaz ao essencialismo e ao substancialismo sob todas as suas formas, concluindo pela interdependência dos fenômenos, que são destituídos de qualquer essência ou identidade, salvo por convenção.

SOLOMON, R. C. E HIGGINS, K. M. Paixão pelo Saber – Uma Breve Historia da Filosofia. Rio de Janeiro; Civilização Brasileira, 2001. pg. 45

NYAYA

(lógica) Filosofia indiana de tradição realista que se tornou um influente contrapeso para o “ilusionismo” de muitos vedistas e céticos. Os nyayaykas rejeitavam a idéia de que o mundo cotidiano é uma ilusão. O mundo, insistiam, era real. Eles também acreditavam em Deus, mas Deus não era muito importante na sua concepção do mundo. Assim, tinham dúvidas quanto à ênfase no misticismo e à orientação religiosa adotada pela maior parte dos filósofos indianos.

SOLOMON, R. C. E HIGGINS, K. M. Paixão pelo Saber – Uma Breve Historia da Filosofia. Rio de Janeiro; Civilização Brasileira, 2001. pg. 46

TSONGA KAPA
(1357-1419 d. C.) Foi o fundador da mais poderosa das quatro escolas tibetanas do ponto de vista político. Com sua Grande Exposição das Etapas do Caminho, forneceu uma enciclopédia da filosofia budista comparável em alcance e importância às abrangentes obras de Aristóteles o Tomás de Aquino. Tosanga Kapa é conhecido sobretudo por sua exposição e defesa de Nagarjuna e sua síntese da metafísica do vazio, da lógica e da epistemologia. Sua maior realização filosófica foi a demonstração da centralidade da filosofia da linguagem para a filosofia budista.

SOLOMON, R. C. E HIGGINS, K. M. Paixão pelo Saber – Uma Breve Historia da Filosofia. Rio de Janeiro; Civilização Brasileira, 2001. pg. 46
DIKÉ

Palavra grega, com freqüência traduzida por “justiça”, também significava originalmente “o caminho”.

SOLOMON, R. C. E HIGGINS, K. M. Paixão pelo Saber – Uma Breve Historia da Filosofia. Rio de Janeiro; Civilização Brasileira, 2001. pg. 26

ALIANÇA

1. Ato ou efeito de aliar. 2. Ajuste, acordo, pacto. 3. Cada um dos pactos que, segundo as Escrituras, Deus fez com os homens.
2. Natureza das alianças. Um acordo, usualmente sobre questões políticas e militares; uma aliança envolvia questões pessoais e religiosas. Todavia, não há uma clara distinção entre estas duas modalidades.

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro; Editora Nova Fronteira, 1986. pg. 85

CHAMPLIN, R. N. e BENTES, J. M. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. São Paulo; Editora e Distribuidora Candeia, 1991. vol. 1 pg. 111

OBSEDAR
(Do francês obséder) 1. Tornar-se assíduo junto de (alguém), para lhe obter as graças; importunar com assiduidade; molestar. 2. Apoderar-se (uma idéia) do espírito de (alguém), Não lhe dando descanso; produzir obsessão em; obsediar, obsidiar, obsecar: (a idía da morte obseda-o).

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro; Editora Nova Fronteira, 1986. pg. 1210



terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Ser águia ou galinha

No seu livro A águia e a galinha:uma metáfora da condição humana o Teológo Leonardo Boof, conta-nos a história de uma águia que foi criada no meio de um galinheiro, até um dia um criador de aves percebe que a águia não era uma galinha e que não podia continuar ali pois era contra a sua natureza de águia ser criada como galinha.
O que podemos tirar dessa história é que muitas pessoas vivem hoje como "galinhas" mesmo tendo a sua natureza de águia, sendo diminuida pelas situações da vida. Sabemos que a águia voa bem mais alto que a galinha e que não espera que ninguém lhe jogue umas migalhas de milho, voa e busca seu prórpio alimento. Imaginem agora aquela águia vivendo todo aquele tempo num galinheiro, tendo que ciscar como galinha, sempre olhando para baixo, trancada num galinheiro que vida desgraçada para aquela águia, aquilo era vida de galinha não de águia. Depois de resgatada pelo criador de aves que bem conhecia o que era ser uma águia, foi díficil a reabilitação da ave para voltar a natureza de águia, nem sabia mais voar como águia.
Quantas pessoas vivem como se fossem "galinhas" ciscando nos terreiros da vida, se contentando com migalhas, reflita sobre sua condição humana e procure sair dessa situação. E se voçê tem natureza de águia, não deixe que as pessoas as transforme em "galinha" . Cabe-nos agora uns questionamentos : Qual será a verdadeira condição do homem aqui na terra, como será que estamos encarando a nossa verdadeira condição humana, como estamos nos relacionando com a natureza. Pense nisso e até a próxima.
Texto inspirado na Livro "A águia e a galinha: uma metáfora da condição humana" Leonardo Boff.
Paulo Medeiros

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA

Estamos vivendo um tempo em que as pessoas pensam a sua vida religiosa como um fim e não como um meio. Venho lhes falar sobre o que vem a ser intolerãncia religiosa, para bem exemplificar, digo que é como uma doença contagiosa e as vezes terminal, pois não deixam as pessoas enxergar o que há de belo e interessante nas outras religiões, cabe uma reflexão muito profunda sobre o assunto, porém vamos deixar aqui, uma mensagem "ser diferente não é ser pior nem melhor que os outros é apenas ser diferente". No entanto as pessoas se sentem melhores que as outras só porque pertencem a determinada religião. Porque o Católico é melhor que o Budista? O que tem no Budismo que o Católico nãp pode aproveitar para sua vida, ou vice e versa. Se não aceita como pensam as outras religiões, pelo menos tenha tolerância, digo que tolelar não é o ideal porém é o começo para a tentativa de uma harmoniosa relação entre as religiões.